ONU participa de celebrações do Brasil pela erradicação da febre aftosa

Teve início na segunda-feira (2) a “Semana Brasil Livre de Febre Aftosa”, organizada pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e com a participação do Centro Pan-Americano para a doença (PANAFTOSA). Evento celebra a conquista do país sul-americano, que alcançou o status de nação livre da patologia. Reconhecimento oficial será anunciado em maio, na 86º Assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Imagem: PANAFTOSA

Imagem: PANAFTOSA

Teve início na segunda-feira (2) a “Semana Brasil Livre de Febre Aftosa”, organizada pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e com a participação do Centro Pan-Americano para a doença (PANAFTOSA). Evento celebra a conquista do país sul-americano, que alcançou o status de nação livre da patologia. Reconhecimento oficial será anunciado em maio, na 86º Assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

A certificação da OIE veio após a vacinação de três estados no Norte do Brasil. Com as iniciativas de imunização, o governo brasileiro solicitou junto ao comitê científico da instituição internacional uma validação para reconhecer o fim de casos da doença no país.

O Brasil é o lar de 58% dos rebanhos e 60% da população de bovinos e búfalos da América do Sul.

Embora o país tenha iniciado a luta contra a febre aftosa em 1963, foi em 1992 que o país estabeleceu um programa com o objetivo de erradicar a doença, progredindo por meio da implantação progressiva de zonas livres, com base numa regionalização dos circuitos pecuários. A estratégia começou a dar frutos em 1998, quando o Rio Grande do Sul se tornou o primeiro estado a ser reconhecido como livre da febre aftosa, por meio da vacinação.

“Essa conquista sanitária é histórica e é resultado da parceria virtuosa entre o Serviço Veterinário do Brasil e o setor privado, composto por mais de 2,7 milhões de fazendeiros, que compartilharam claras responsabilidades no controle da doença e que foram apoiados com o intenso trabalho desenvolvido por todos que fizeram e fazem parte do PANAFTOSA desde sua criação”, afirma o diretor do PANAFTOSA, Ottorino Cosivi.

O Centro é vinculado à Organização Pan-America da Saúde (OPAS), o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Especialistas do PANAFTOSA na programação da semana

A “Semana Brasil Livre de Febre Aftosa” começou com uma sessão solene no Senado Federal, que teve a presença do ministro da Agricultura, Blairo Borges Maggi, e do chefe do PANAFTOSA. Na quarta-feira (4), acontece uma cerimônia oficial no Laboratório Nacional Agropecuário de Minas Grais (LANAGRO-MG), com palestra de Ottorino Cosivi sobre a importância da certificação conquistada pelo Brasil na erradicação da doença nas Américas.

Na quinta-feira (5), funcionários e convidados do Centro participarão de atividades comemorativas na sede do PANAFTOSA, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Consequências da doença

O PANAFTOSA lembra que a febre aftosa tem um impacto social e econômico nas comunidades afetadas pela doença. Isso porque a infecção pode desestabilizar os sistemas alimentares e o fornecimento de comida para a população, além de prejudicar os mercados de produtos pecuários nos países exportadores.

Na América do Sul, além do Brasil, países como a Argentina, Uruguai e Paraguai também são grandes produtores de proteína animal. Suas economias são muito beneficiadas pela certificação de nações livres da febre aftosa.

O PANAFTOSA considera que o reconhecimento sanitário concedido à pecuária brasileira contribuirá para a promoção do crescimento econômico e do emprego, particularmente entre as populações rurais. A certificação também deverá abrir novos mercados internacionais para a produção nacional.