ONU: Países emergentes e em desenvolvimento são responsáveis pelo aumento da produção industrial global que teve média de 2,3% em 2014

O pior rendimento foi observado principalmente na Europa, que apesar dos sinais positivos no começo do ano, terminou afetada pelas tensões geopolíticas e sanções econômicas recíprocas. O anuário da ONUDI também destacou a desigualdade entre as nações, com o MVA per capita nos Países Menos Desenvolvidos menor de 60 dólares, comparado aos 4.725 dólares das economias industrializados.

Produção de motocicletas no Brasil. Foto: EBC

Produção de motocicletas no Brasil. Foto: EBC

indústria mundial vive um período prolongado de baixo crescimento e em 2014 essa realidade não foi diferente. Apesar do bom desempenho das economias emergentes e em desenvolvimento, onde o crescimento anual do valor acrescentado industrial (MVA) alcançou 5% em 2014, o MVA das economias industrializados tem permanecido por volta de 1% por três anos consecutivos.

A análise da produtividade industrial do mundo é detalhada no Anuário Internacional de Estatísticas Industriais de 2015, lançado nesta quarta-feira (18), pela Organização da ONU de Desenvolvimento Industrial (ONUDI), em Viena (Áustria), sede do organismo. Com a ajuda dos países em desenvolvimento e emergentes, a média do MVA cresceu para 2,3% em 2014. O pior rendimento foi observado principalmente na Europa, que apesar dos sinais positivos no começo do ano, terminou afetado pelas tensões geopolíticas e sanções econômicas recíprocas.

O Anuário destacou a desigualdade entre as nações, com o MVA per capita nos Países Menos Desenvolvidos menor de 60 dólares, comparado aos 4.725 dólares das economias industrializados. Para reverter esse quadro, uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que será adotada em setembro de 2015, será dedicada a dobrar a produtividade neste grupo de nações.

O Anuário Internacional é umas das publicações com dados estatísticos mais importantes da ONUDI. O estudo apresenta detalhes sobre países específicos e estatísticas estruturadas de negócios que fornecem evidência empírica para formular políticas industriais e desenvolver análises comparativas de mudanças estruturais e produtividade.

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