ONU: Países prometem cooperar para fim do ebola e desenvolvimento das nações atingidas

O acordo garante o apoio para “todas as etapas da jornada: a conquista do marco zero de casos, a recuperação inicial desses países até o desenvolvimento de médio e longo prazo”.

Equipe de cuidado de pacientes de ebola em um centro de tratamento administrado pelos Médicos Sem Fronteira em Monróvia, Libéria. Foto: UNMEER/Simon Ruf

Equipe de cuidado de pacientes de ebola em um centro de tratamento administrado pelos Médicos Sem Fronteira em Monróvia, Libéria.Foto: UNMEER/Simon Ruf

Representantes das Nações Unidas e organizações comprometidas na luta contra o ebola firmaram acordo na última terça-feira (03) para dar suporte às áreas mais afetadas dos países da África Ocidental, durante conferência internacional sobre ebola, promovido pela União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica.

O acordo garante o apoio para “todas as etapas da jornada: a conquista do marco zero de casos, a recuperação inicial desses países até o desenvolvimento de médio e longo prazo”. O compromisso tem como objetivos manter o alerta global sobre a crise, fazer um balanço sobre o controle da epidemia e coordenar e discutir os próximos passos.

O enviado especial da ONU sobre o ebola, David Nabarro, alerta que o atual momento da resposta contra o vírus “é a parte mais difícil de uma viagem turbulenta.” E cobra que a comunidade internacional permaneça totalmente dedicada até que a tarefa esteja completa.

Nabarro e Margareth Chan, diretora da Organização Mundial da Saúde, destacam que para erradicar o vírus, que já afetou quase 24 mil pessoas e vitimou mais de 9.700, é necessário construir confiança entre as comunidades para que elas se engajem nesta luta pelo fim do contágio.

Para Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas, a luta contra o ebola se encontra em momento decisivo, diferente da imagem desoladora de alguns meses. Durante evento na sede da ONU, ele pediu apoio para que os países mais afetados possam ser reconstruídos ainda mais fortes e resilientes.

“Há sinais encorajadores de que o pior ficou para trás. Esse ano temos visto uma significativa queda de novos casos”, declarou Ban. “Sabemos que o ebola pode ser vencido. No coração do sucesso está a resposta das comunidades locais e autoridades nacionais.”