ONU: Objetivos Globais são ‘apelo a uma geração’ para que gerações seguintes vivam melhor

Em Curitiba, representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+/PNUD) e do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) discutiram os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, aprovados em setembro de 2015 pelos 193 países que integram as Nações Unidas.

Em 2015, Estados-membros adotaram conjunto de novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que deverão ser cumpridos até 2030. Foto: ONU / Cia Pak

O terceiro dos 17 objetivos quer ‘assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades’. Foto: ONU / Cia Pak

Os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) foram tema de um simpósio realizado na última quarta-feira (25) durante a 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde, em Curitiba (PR).

Os palestrantes apresentaram um histórico sobre a evolução das metas que levaram à aprovação dessa agenda internacional — a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável — em setembro do ano passado, na Assembleia Geral das Nações Unidas, e analisaram os próximos passos.

O debate foi moderado pelo consultor para o Programa Especial de Desenvolvimento Sustentável da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Fábio Evangelista, que abriu as discussões ao lembrar dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

“Os ODM tiveram seu prazo de 2000 até 2015. No entanto, observando todos os avanços que trouxeram, percebeu-se que era uma ferramenta essencial para alcance de resultados, como a redução do número de pessoas em extrema pobreza e dos índices de desnutrição”, afirmou.

De acordo com Evangelista, os ODS são compostos de 17 objetivos e 169 metas relacionadas entre si. “É importante salientarmos que esta agenda é uma janela muito importante para que os objetivos presentes na saúde sejam alcançados por meio dos ODS. O prazo é até 2030 e temos muito trabalho pela frente”, disse.

Segundo o diretor do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Rômulo Paes, os ODS são um apelo a uma geração para que as gerações seguintes possam viver melhor.

“Uma agenda de desenvolvimento sustentável é uma tarefa de todos nós, governo, sociedade civil, grupos organizados. É importante que os ODS projetem as pessoas e territórios onde elas vivem para um desenvolvimento mais sustentável e mais inclusivo.”

Para Luis Fernando Resende, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), a agenda dos ODS continua aberta. “Não tenho dúvidas que no decorrer do tempo teremos aperfeiçoamentos. O desafio é que ela se torne conhecida por boa parte da população, sociedade civil e poderes”, destacou.

Para Resende, este é um momento de disseminação da estratégia como um todo. “Eu mesmo já vi coisas com as quais tenho discordância. Isso é natural numa agenda negociada com quase 200 países e que ficou aberta para adequação à realidade de cada nação”, acrescentou.

A chefe interina do Programa de Desenvolvimento Sustentável e Equidade na Saúde da OPAS/OMS em Washington, Kira Fortune, se diz otimista quanto ao avanço da nova agenda em relação aos ODM. “O que é tão único nos ODS é que nos dá chance de pensar sobre toda a população e não apenas setores específicos. Com isso, não deixamos ninguém para trás.”

Ela também citou a importância dos entes subnacionais, como os municípios. “Temos práticas muito boas a nível local. Precisamos aprender com elas e ver como podem ajudar na esfera global”, finalizou.

Conheça a Agenda 2030 e os 17 objetivos globais da ONU em https://nacoesunidas.org/agenda2030