ONU: número recorde de mulheres no novo Congresso dos EUA é ‘vitória histórica’

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O número recorde de mulheres que se candidataram nas eleições ao Congresso dos Estados Unidos nesta semana marca um avanço “sem precedentes”, “fundamental para a conquista da igualdade de gênero e do desenvolvimento sustentável”, informou a ONU Mulheres em comunicado na quinta-feira (8).

Um total de 277 mulheres concorreu nas eleições à Câmara dos Deputados e Senado dos EUA em ambos partidos – Democrata e Republicano – representando uma gama de idades, raças, religiões, orientações sexuais e culturas, o que a ONU Mulheres descreveu como uma “vitória histórica” e motivo de celebração.

Democrata do Novo México Deb Haaland, recém-eleita à Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Foto: Michael Anaya Gorman

Democrata do Novo México Deb Haaland, recém-eleita à Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Foto: Michael Anaya Gorman

O número recorde de mulheres que se candidataram nas eleições ao Congresso dos Estados Unidos nesta semana marca um avanço “sem precedentes”, “fundamental para a conquista da igualdade de gênero e do desenvolvimento sustentável”, informou a ONU Mulheres em comunicado na quinta-feira (8).

Um total de 277 mulheres concorreu nas eleições à Câmara dos Deputados e Senado dos EUA em ambos partidos – Democrata e Republicano – representando uma gama de idades, raças, religiões, orientações sexuais e culturas, o que a ONU Mulheres descreveu como uma “vitória histórica” e motivo de celebração.

“O novo grupo de mulheres eleitas irá elevar o número total no Congresso para mais de 100. Isto é um recorde”, afirmou a agência da ONU em comunicado, acrescentando que houve um aumento de 75% de mulheres negras buscando cargos na Câmara ou no Senado.

Entre as que fizeram história estão as primeiras mulheres indígenas a conquistar assentos na Câmara; a democrata do Novo México Deb Haaland e a democrata do Kansas Sharice Davids, que também é a primeira deputada abertamente LGBT do estado do Kansas.

As primeiras mulheres muçulmanas, as democratas Rashida Tlaib e Ilhan Omar, representando Michigan e Minnesota, respectivamente, também fizeram história e celebraram vitória na noite de terça-feira (6).

A republicana Marsha Blackburn, do Tennessee, se tornou a primeira mulher eleita pelo estado ao Senado.

Aos 29 anos, a democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, venceu sua corrida eleitoral, se tornando a mulher mais jovem a seguir ao Capitólio. Ayanna Pressley, de Massachusetts, se tornou a primeira mulher negra na delegação congressional de seu estado.

Este tipo de inclusão é “um direito humano vital e fundamental para a conquista da igualdade de gênero e do desenvolvimento sustentável”, informou a agência da ONU. “Com mais mulheres em posições de tomada de decisões em muitos países, veremos decisões mais inclusivas e soluções diferentes para problemas de longa data”.

O envolvimento das mulheres nos debates políticos importantes e na tomada de decisões que as afetam significa que estas questões passam a receber maior atenção, segundo a organização.

A ONU Mulheres afirmou que “quando meninas em crescimento podem ver mulheres em cargos de liderança, isto aumenta seus resultados educacionais e aspirações de carreira”.

O comunicado citou a Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável , com objetivo de não deixar ninguém para trás, e que inclui uma meta específica para garantir maior inclusão de mulheres, em oportunidades iguais de liderança e nas decisões políticas e econômicas.

“Estes são padrões profundamente desejáveis de crescimento e mudança”, afirmou a ONU Mulheres. “Isto é fundamental para desbloquear a mudança transformacional que queremos ver para melhorar sociedades em todos os lugares e para criar um mundo mais seguro, mais igual e próspero”.


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