ONU Mulheres promove rodas de conversa para venezuelanas em Roraima

Cerca de 180 mulheres venezuelanas são as primeiras beneficiadas de rodas de conversas, baseadas na metodologia Espaços Seguros, organizadas semanalmente pela ONU Mulheres em Roraima. Desde julho, elas dispõem de momentos para compartilhar histórias e discutir formas de reconstruir suas vidas no Brasil, conectando-se umas às outras no contexto da ajuda humanitária brasileira.

A proposta é atender venezuelanas em situação de migração de diferentes localidades, oferecendo conhecimento e inclusão. Os conteúdos são estabelecidos de maneira conjunta — um encontro inicial é realizado e, a partir dele, são as migrantes que escolhem as temáticas das próximas conversas, que são diferentes em cada abrigo, de acordo com suas necessidades, interesses e desafios.

ONU Mulheres e venezuelanas constroem dinâmicas sobre empoderamento e liderança em Roraima. Foto: ONU Mulheres

Cerca de 180 mulheres venezuelanas são as primeiras beneficiadas de rodas de conversas, baseadas na metodologia Espaços Seguros, organizadas semanalmente pela ONU Mulheres Brasil em Roraima. Desde julho, elas dispõem de momentos para compartilhar histórias e discutir formas de reconstruir suas vidas no Brasil, conectando-se umas às outras no contexto da ajuda humanitária brasileira.

“Quando as venezuelanas chegam ao Brasil, uma grande barreira é a língua. Então, prestar esse atendimento, com uma pessoa que sabe falar espanhol, auxiliando de forma mais cuidadosa, abre caminhos para essas mulheres”, explicou a gerente de Projetos de Ação Humanitária da ONU Mulheres Brasil, Tamara Jurberg.

As rodas de conversa têm duração de três meses, com uma reunião por semana, totalizando 12 encontros. O primeiro ocorreu no abrigo Rondon 1, em 10 de julho, e já contou, até o momento, com a participação de 52 mulheres venezuelanas.

Direitos humanos, direitos de mulheres, migrantes e refugiadas, direitos sexuais e reprodutivos, entre outros, são as principais questões trabalhadas nas oficinas do abrigo Rondon 1, que já teve cinco encontros.

As atividades no abrigo São Vicente tiveram início em 26 de julho, abordando, além dos direitos, assuntos como higiene e saneamento para quase 80 mulheres participantes de três encontros. O grupo mais recente, iniciado em 1º de agosto, com 47 venezuelanas do abrigo Rondon 3, escolheu o acesso à saúde como principal ponto a ser tratado nas dinâmicas.

A proposta é atender venezuelanas em situação de migração de diferentes localidades, oferecendo conhecimento e inclusão. Os conteúdos são estabelecidos de maneira conjunta — um encontro inicial é realizado e, a partir dele, são as migrantes que escolhem as temáticas das próximas conversas, que são diferentes em cada abrigo, de acordo com suas necessidades, interesses e desafios.

De acordo com a agência das Nações Unidas, criar espaços para dar projeção às vozes das mulheres e permitir que elas participem de forma ativa dos rumos do grupo empodera refugiadas e migrantes. Ao se engajarem para discutir suas necessidades e, juntas, formular soluções para seus problemas, elas trazem aos atores da resposta humanitária maior responsabilidade de adequar suas ações de atenção.

Segundo Tamara Jurberg, a questão dos direitos no Brasil é uma das grandes demandas vindas das venezuelanas. “Elas querem conhecer os direitos de migrantes, refugiadas e refugiados, os direitos das mulheres, direitos sexuais e reprodutivos, de violência de gênero, entre outros. Ao trazer essas informações, nós trabalhamos com proteção também”, declarou.

A equipe humanitária da ONU Mulheres Brasil procura trabalhar em parceria com a equipe gestora dos abrigos, a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI). As oficinas podem ser ministradas pela ONU Mulheres que, dependendo do tema escolhido por cada grupo, também conta com o auxílio de outras organizações, como Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Médicos Sem Fronteiras.

A iniciativa das rodas de conversa se relaciona ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável n. 5, para a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, e ao ODS n. 16, para a promoção de sociedades pacíficas e inclusivas e o acesso à Justiça.