ONU Mulheres lembra legado de médica e feminista brasileira Fátima Oliveira

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Em nota divulgada nesta segunda-feira (6), a ONU Mulheres expressou pesar pela morte da médica brasileira Fátima Oliveira, falecida no último domingo (5). O organismo internacional elogiou o “legado feminista valoroso” deixado pela pesquisadora para a luta por direitos sexuais e reprodutivos. A agência das Nações Unidas também lembrou contribuições da especialista para políticas sobre saúde da população afrodescendente.

Fátima Oliveira, médica e ativista brasileira. Foto: ONU Mulheres

Fátima Oliveira, médica e ativista brasileira. Foto: ONU Mulheres

Em nota divulgada nesta segunda-feira (6), a ONU Mulheres expressou pesar pela morte da médica brasileira Fátima Oliveira, falecida no último domingo (5). O organismo internacional elogiou o “legado feminista valoroso” deixado pela pesquisadora para a luta por direitos sexuais e reprodutivos. A agência das Nações Unidas também lembrou contribuições da especialista para políticas sobre saúde da população afrodescendente.

Fátima “foi um dos principais nomes a se posicionar contra o racismo na saúde, destacando as mortes evitáveis de negras e negros e a falta de capacidade instalada nos serviços de saúde como uma das expressões da discriminação racial”, enfatizou em comunicado a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman.

A dirigente lembrou que a médica “trabalhou com a ONU no processo preparatório da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial e Intolerâncias Correlatas (Durban, 2001) e na elaboração da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra”. A chefe nacional da ONU Mulheres descreveu a médica também como “uma defensora incansável dos direitos sexuais e reprodutivos” das mulheres.

“Foi uma das principais vozes no país pela legalização do aborto e pelo atendimento adequado as mulheres na saúde pública, denunciando, inclusive, a esterilização de mulheres negras. Integrou diversos comitês e grupos de trabalho na área da saúde, foi pesquisadora de bioética com diversas obras produzidas e secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos”, acrescentou Gasman sobre a gestora brasileira.

Descrevendo a doutora como uma “feminista negra inesquecível”, a ONU Mulheres expressou solidariedade com os familiares da médica.


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