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ONU Direitos Humanos abre chamada para contribuições para o relatório de 2025 do Alto Comissário
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
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21 março 2025
ONU-Habitat: Representantes de Cabo Verde visitam Brasil para conhecer boas práticas em habitação
Para além de falarem a mesma língua, Brasil e Cabo Verde têm muito em comum: contextos e realidades sociais urbanas e rurais semelhantes, a preservação das tradições africanas, a ligação natural entre povos culturalmente ricos e com influências mútuas, condições de clima e solo, entre outros, apesar do oceano que os separa.Com o objetivo de compartilhar experiências sobre temas como habitação e desenvolvimento urbano sustentável, as duas nações promovem, a partir da próxima segunda-feira (24/3), uma missão técnica, na qual os especialistas cabo verdianos poderão conhecer de perto exemplos de boas práticas em termos de desenvolvimento urbano no Brasil, assim como participar de reuniões e debates sobre o tema.A iniciativa faz parte do Simetria Urbana, uma iniciativa de Cooperação Sul-Sul Trilateral vigente desde 2022 entre o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores. Seu objetivo é promover o desenvolvimento urbano sustentável entre países do Sul Global por meio da troca de experiências e o fortalecimento de capacidades. Intercâmbio de boas práticas – A visita ocorre após uma missão que levou representantes do Brasil para conhecer o contexto da habitação em Cabo Verde em julho de 2024. Na ocasião, foram avaliados desafios relacionados à habitação com a intenção de se elaborar, de forma conjunta, um projeto de cooperação que pudesse apoiar os países a enfrentá-los. Agora será a vez de uma comitiva de Cabo Verde conhecer experiências brasileiras, com ênfase em planejamento habitacional, trabalho social, gestão de condomínios e em Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS). Entre 24 de março e 4 de abril, Cabo Verde mapeará ações para impulsionar sua política habitacional.Integram a delegação do país africano representantes do Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH), por meio da Direção Geral da Habitação (DGH); do Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT); da empresa pública Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH); do ONU-Habitat Cabo Verde e das Câmaras Municipais de São Miguel, São Domingos, Sal e Santa Cruz.Já o Brasil será representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores; pelo Ministério das Cidades; ONU-Habitat; Caixa Econômica Federal Fundação João Pinheiro (FJP) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e de São Paulo (CAU/SP)."Este projeto é inovador pois reúne esforços de instituições cabo-verdianas e brasileiras, com a participação de diferentes níveis de governo no Brasil – nacional, estadual e municipal. A habitação sustentável é uma prioridade para o governo brasileiro, e o Brasil reafirma seu compromisso de trabalhar junto a países irmãos, como Cabo Verde, para promover soluções que beneficiem as populações urbanas”, ressaltou Mariana Falcão Dias, gerente de projetos da ABC.“As cidades do Sul Global enfrentam desafios comuns e podem se fortalecer mutuamente na busca por boas práticas que impulsionem as agendas globais de desenvolvimento sustentável. A cooperação entre Brasil e Cabo Verde, por meio do projeto Simetria Urbana, reflete essa sinergia e se alinha ao momento atual do ONU-Habitat, em que a habitação ganha cada vez mais centralidade em nossa atuação, especialmente por meio do fortalecimento de redes e coalizões”, destaca Camilla Almeida, coordenadora do Simetria Urbana pelo ONU-Habitat.Localizada em um arquipélago perto da costa noroeste da África e consistindo em dez ilhas vulcânicas, com população estimada de 522 mil habitantes, Cabo Verde lida atualmente com um processo de urbanização acelerada, com migração rural-urbana e o desenvolvimento de favelas nas periferias das grandes cidades – contexto em que a infraestrutura básica, como acesso a água potável, esgoto sanitário adequado, coleta de lixo e ruas pavimentadas, se torna um desafio.Visita a iniciativas brasileiras – A missão técnica de Cabo Verde ao Brasil inclui uma série de encontros na sede do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), começando com a celebração da assinatura da parceria entre Brasil e Cabo Verde. Depois, as ações serão divididas em momentos de apresentações técnicas e institucionais e oficinas de trabalho colaborativo.O objetivo é que as equipes proponham ações possíveis a serem conduzidas em Cabo Verde para reduzir o déficit habitacional no país, promovendo planos municipais de habitação, ações piloto em ATHIS e o estudo de modelos que fortaleçam o trabalho social para a gestão participativa de condomínios habitacionais. A agenda também prevê visitas técnicas para conhecer experiências brasileiras nos temas no estado de São Paulo.Em São Paulo, primeira cidade do itinerário, a delegação vai conhecer duas iniciativas fomentadas pelo CAU/SP, relacionadas a empreendimentos habitacionais de autogestão: o Conjunto Habitacional Alexios Jafet e o Mutirão Paulo Freire, que conta com um protótipo de usina de geração de energia. Na sequência, a comitiva vai à Baixada Santista para conhecer iniciativas de elaboração de manuais de implementação de ATHIS e de regularização fundiária na Bela Vista, além do Dique da Vila Gilda, a maior favela sobre palafitas do Brasil. Também realizarão visitas a empreendimentos da Caixa Econômica Federal em Praia Grande.A missão segue por Ribeirão Preto, com visitas a condomínios e comunidades em que os moradores contribuíram para a definição de infraestruturas verdes e de saneamento. Por fim, a delegação visita os municípios de São Carlos, São José dos Campos e Jacareí, incluindo a apresentação de iniciativas de pesquisa de tecnologias construtivas de baixo carbono e projetos participativos na construção de unidades habitacionais para famílias de baixa renda, entre outros.Próximos passos - A visita da delegação de Cabo Verde será a primeira missão da iniciativa neste ano, marcando o início do projeto de cooperação entre os dois países sobre o tema. As novas ações serão realizadas ao longo de 2025, e preveem mais uma visita de representantes brasileiros ao país africano para acompanhar os avanços da iniciativa no contexto daquele país. --Contatos para imprensa: Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)Guilherme Justino (guilherme.justino@un.org)Janaina Plessmann (janaina.plessmann@abc.gov.br), filtered_html
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21 março 2025
FAO e Brasil unem forças para impulsionar sistemas agroalimentares urbanos na América Latina e no Caribe
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o governo do Brasil, representado pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), juntamente com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), reafirmaram seu compromisso de impulsionar e fortalecer os sistemas agroalimentares urbanos na região nos próximos dois anos.O acordo estabelece que, ao longo de 2025, serão promovidos diálogos técnicos sobre agricultura urbana e periurbana, mercados inclusivos e abastecimento alimentar, governança dos sistemas agroalimentares e o papel dos governos subnacionais na agenda alimentar, além da troca de experiências sobre feiras livres latino-americanas como patrimônio cultural e histórico.Além disso, será desenvolvido um conjunto de estudos sobre segurança alimentar em áreas urbanas e periurbanas, impactos das mudanças climáticas nos sistemas agroalimentares e financiamento de políticas agroalimentares, entre outros. O objetivo é compartilhar boas práticas e experiências de destaque na região para contribuir com a segurança alimentar e nutricional das populações mais vulneráveis nas cidades e promover ambientes alimentares saudáveis nos territórios urbanos.Para definir as ações a serem desenvolvidas, representantes do Escritório Regional da FAO, dos escritórios da FAO no Chile, Costa Rica, Colômbia, Cuba e Peru, do MDS e da ABC se reuniram em Brasília no âmbito do projeto Fortalecimento da agenda regional de sistemas alimentares para a continuidade urbano-rural na América Latina e no Caribe, uma iniciativa que integra o Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO.A secretária de Segurança Alimentar do MDS, Lilian Rahal, destacou o desafio de abordar a agenda dos sistemas alimentares urbanos e garantir o acesso a alimentos básicos e saudáveis:"Agora enfrentamos um novo desafio: olhar para nossas cidades e periferias urbanas, onde se encontram alguns dos núcleos mais complexos da fome e da má alimentação." O programa Alimenta Cidades, do MDS, é uma das principais iniciativas que inspiram este projeto e que será compartilhado com a região.Por sua vez, o oficial de Políticas de Sistemas Alimentares da FAO, João Intini, ressaltou que a agenda alimentar urbana é um tema inovador: "Este projeto representa para a FAO a oportunidade de atuar dentro do processo de urbanização que estamos vivenciando em nível global."A coordenadora-geral da cooperação técnica trilateral com organismos internacionais na ABC, Cecília Malaguti, destacou:"Foi identificado de forma clara como o Brasil e o grupo selecionado de países podem desenvolver ações para se fortalecerem mutuamente. Isso torna o projeto altamente inovador."A coordenadora regional do projeto, Ingrid Zabaleta, enfatizou que esta iniciativa busca aprimorar os marcos legais e institucionais dos países da região, fortalecer o trabalho de redes regionais que estão repensando o papel das cidades e do abastecimento de alimentos para garantir uma alimentação saudável e promover políticas públicas, programas e iniciativas que favoreçam a produção, oferta, acesso e consumo sustentável de alimentos nas áreas urbanas.Para saber mais, visite a página do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO: https://www.fao.org/in-action/programa-brasil-fao/pt/ , filtered_html
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05 março 2025
FIDA, BID e Governo da Bahia investirão US$ 150 milhões na região da Mata Atlântica da Bahia
Com o apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e em parceria com o Governo da Bahia, o Projeto de Desenvolvimento Sustentável da Mata Atlântica iniciou suas atividades no Brasil para melhorar os meios de subsistência de 352.000 pessoas em áreas rurais da Bahia.Trata-se de um investimento total de US$ 150 milhões de dólares, com o BID fornecendo um empréstimo de US$ 100 milhões, o Governo da Bahia contribuindo com US$ 32 milhões e o FIDA fornecendo outro empréstimo de US$ 18 milhões. O projeto, também conhecido como Parceiros da Mata, tem como objetivo aumentar a renda dos agricultores familiares, melhorar a segurança alimentar e nutricional e o acesso à água potável e ao saneamento, assim como fortalecer a capacidade das populações rurais mais vulneráveis de lidar com os impactos da mudança climática. Investimento em desenvolvimento ruralEssa iniciativa abordará os principais desafios ambientais na região da Mata Atlântica da Bahia, um dos ecossistemas de maior biodiversidade do mundo. Serão abordadas questões como a degradação ambiental, a baixa produtividade agrícola, o acesso precário a serviços de assistência técnica, o saneamento inadequado e a vulnerabilidade dos sistemas de produção dos agricultores familiares à mudança climática. A diretora regional do FIDA para a América Latina e o Caribe, Rossana Polastri, ressaltou que "a parceria com o BID permite que o FIDA intensifique os investimentos em recuperação ambiental, nutrição e soluções digitais, ao mesmo tempo em que amplia nossas operações em segurança hídrica e saneamento rural, em linha com nosso objetivo de impulsionar o desenvolvimento sustentável das famílias rurais em uma das regiões mais vulneráveis do Brasil".A representante do BID no Brasil, Annette Killmer, afirmou que "com base em nossa parceria bem-sucedida com o FIDA, esse novo Projeto será fundamental para promover o desenvolvimento sustentável, com foco nos municípios mais carentes. É importante enfatizar a prioridade que o Projeto concederá às mulheres, aos jovens e aos Povos e Comunidades Tradicionais. Por exemplo, metade dos beneficiários serão famílias dirigidas por mulheres"."O Projeto Parceiros da Mata é mais um passo importante na nossa missão de fortalecer a agricultura familiar, proteger a biodiversidade e melhorar a qualidade de vida das comunidades rurais. Com essa parceria entre o Governo da Bahia, o FIDA e o BID, vamos ampliar o acesso à água, ao saneamento e à assistência técnica, garantindo mais dignidade e oportunidades para quem vive e produz na Mata Atlântica baiana, garantindo o futuro pra nossa gente", disse Jerônimo Rodrigues, Governador da Bahia.Bahia, uma referência para o FIDAO estado da Bahia, localizado na região mais pobre do Brasil, o Nordeste, é o maior estado da região, com uma população de mais de 14 milhões de habitantes, dos quais quase 29% residem em áreas rurais. A pobreza na Bahia continua sendo uma questão de notável relevância, com 63,8% da população abaixo da linha da pobreza. A insegurança alimentar ainda afeta 45,3% da população,sendo que 6,3% sofrem com a fome - insegurança alimentar grave. Nesse contexto, o Parceiros da Mata replicará as metodologias que o FIDA desenvolveu com sucesso no Sertão para o bioma Caatinga e as adaptará ao bioma Mata Atlântica, além de oferecer a oportunidade de introduzir práticas inovadoras, como o Pagamento por Serviços Ambientais e a gestão de resíduos sólidos.O trabalho conjunto entre o FIDA e o BID servirá de modelo para futuras colaborações no bioma da Mata Atlântica brasileira, com o objetivo de melhorar o desenvolvimento rural, reduzir a pobreza e a fome e promover práticas ambientais resilientes e sustentáveis. Esta é a segunda iniciativa que o FIDA e o BID financiam conjuntamente no Brasil, após o Projeto Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI), que começou a ser implementado em 2023 para aumentar a renda dos pequenos agricultores e melhorar a segurança alimentar e nutricional nas bacias hidrográficas dos rios Piauí e Canindé, alcançando 210.000 pessoas da zona rural. O FIDA espera fortalecer e expandir sua colaboração com o BID no Brasil, e em toda a região Nordeste, para
maximizar seu alcance e impacto, aumentando sua capacidade de reduzir a pobreza, aumentar a produção agrícola e melhorar o acesso aos mercados. Consolidando uma parceria de 27 anos, este é o terceiro projeto do FIDA em parceria com o Governo da Bahia. O Parceiros da Mata também buscará ampliar as boas práticas e lições aprendidas do Projeto Pró-Semiárido (PSA), que se encerrou em setembro de 2024, após apoiar 70 mil famílias a conquistarem uma melhor convivência com o semiárido em 32 municípios baianos por meio da agroindustrialização e comercialização de produtos da agricultura familiar, segurança hídrica, produção sustentável, assistência técnica e acesso a políticas públicas voltadas para a agricultura rural e familiar.NOTA PARA EDITORESO FIDA é uma instituição financeira internacional e um organismo especializado das Nações Unidas com sede em Roma, onde se encontra o mecanismo central das Nações Unidas para o setor da alimentação e da agricultura. O Fundo investe na população rural e, para capacitar essas pessoas, ajuda a reduzir a pobreza, aumenta a segurança alimentar, melhora a nutrição e fortalece a resiliência. Desde 1978, destinamos mais de 25 milhões de dólares estadunidenses em doações e empréstimos a baixos juros para financiar projetos em países em desenvolvimento.Em nossa biblioteca de fotos, você pode navegar e baixar uma ampla seleção de fotografias que mostram o trabalho do FIDA em comunidades rurais.Para saber mais, siga o FIDA no X: @FIDA_LACContato para a imprensa: Ana Lucía Llerena, Oficial de Comunicação do FIDA para a América do Sul: a.llerenavargas@ifad.org, filtered_html
maximizar seu alcance e impacto, aumentando sua capacidade de reduzir a pobreza, aumentar a produção agrícola e melhorar o acesso aos mercados. Consolidando uma parceria de 27 anos, este é o terceiro projeto do FIDA em parceria com o Governo da Bahia. O Parceiros da Mata também buscará ampliar as boas práticas e lições aprendidas do Projeto Pró-Semiárido (PSA), que se encerrou em setembro de 2024, após apoiar 70 mil famílias a conquistarem uma melhor convivência com o semiárido em 32 municípios baianos por meio da agroindustrialização e comercialização de produtos da agricultura familiar, segurança hídrica, produção sustentável, assistência técnica e acesso a políticas públicas voltadas para a agricultura rural e familiar.NOTA PARA EDITORESO FIDA é uma instituição financeira internacional e um organismo especializado das Nações Unidas com sede em Roma, onde se encontra o mecanismo central das Nações Unidas para o setor da alimentação e da agricultura. O Fundo investe na população rural e, para capacitar essas pessoas, ajuda a reduzir a pobreza, aumenta a segurança alimentar, melhora a nutrição e fortalece a resiliência. Desde 1978, destinamos mais de 25 milhões de dólares estadunidenses em doações e empréstimos a baixos juros para financiar projetos em países em desenvolvimento.Em nossa biblioteca de fotos, você pode navegar e baixar uma ampla seleção de fotografias que mostram o trabalho do FIDA em comunidades rurais.Para saber mais, siga o FIDA no X: @FIDA_LACContato para a imprensa: Ana Lucía Llerena, Oficial de Comunicação do FIDA para a América do Sul: a.llerenavargas@ifad.org, filtered_html
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28 fevereiro 2025
Fundo Brasil-ONU seleciona primeiros projetos para financiamento
O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia selecionou três projetos para receber recursos em sua primeira rodada de financiamento. Em reunião realizada em Brasília nesta quinta (27), as instituições parceiras da iniciativa selecionaram as propostas que melhor respondiam ao objetivo de promover uma resposta coordenada para acelerar o desenvolvimento sustentável da Amazônia de forma integrada e cooperativa, considerando as oportunidades e desafios regionais.A decisão foi tomada pelo Comitê Diretor do Fundo, composto pelas Nações Unidas, pelo governo federal e pelo Consórcio Interestadual da Amazônia Legal a partir de análise detalhada e avaliação de nove propostas recebidas. A abertura de chamado para propostas foi viabilizada pelo aporte de 13 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 55 milhões) ao Fundo, anunciado pelo governo do Canadá no final de 2024. Nesta primeira rodada, o Fundo Brasil-ONU recebeu projetos voltados a alguns dos grupos populacionais mais vulneráveis da região, apresentados por governos estaduais e agências das Nações Unidas.A primeira proposta aprovada é o Programa de Resiliência Socioambiental nas áreas de proteção ambiental de Igarapé São Francisco e Lago do Amapá, no Acre. O projeto foi apresentado pela Secretaria de Meio Ambiente do Acre e será implementado em parceria com a UNESCO. A proposta usa abordagens transversais para integrar questões de conservação ambiental que afetam as populações de áreas rurais e urbanas e propõe atividades como regulamentação fundiária, estímulo à bioeconomia e melhoria da governança socioambiental.O segundo projeto aprovado foi proposto pelo UNICEF em parceria com UNFPA, ACNUR, UNESCO, OIT, OPAS/OMS e OIM e tem como alvo a proteção e a promoção integral dos direitos das crianças, adolescentes e jovens indígenas na Bacia Amazônica Brasileira. Com uma abordagem multisetorial e por meio de parcerias diversas, a proposta abrange oito dos nove estados da região e integra de forma transversal a questão de gênero.A terceira e última proposta a ser contemplada com recursos do Fundo Brasil-ONU é um projeto de regularização ambiental por meio da governança fundiária e do ordenamento territorial, que integra a iniciativa Programa Terras para Elas, que será implementado pelo Instituto de Colonização de Terras do Maranhão (ITERMA) em pareceria com a FAO. O projeto trata de temas como regulação fundiária, gênero, comunidades tradicionais, meio ambiente e sustentabilidade.A coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, ressaltou a importância da parceria com o Consórcio da Amazônia para viabilizar o Fundo Brasil-ONU:“Os governos estaduais conhecem as demandas e desafios locais, o que é essencial para que a atuação do Fundo seja relevante”. Ela agradeceu a contribuição do governo do Canadá e destacou a agilidade das equipes técnicas e das instâncias decisórias em selecionar as primeiras propostas. “São propostas realmente boas, com potencial de impactar positivamente as vidas das pessoas na Amazônia”.O Embaixador Carlos Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Itamaraty parabenizou todas as instituições envolvidas e ressaltou o papel do Sistema ONU em iniciar as operações do Fundo: “O primeiro passo é o mais importante, porque dá origem a todos os demais, e este primeiro passo não teria sido possível sem a doação do Canadá e o trabalho incansável da equipe das Nações Unidas no Brasil”.O governador do Maranhão, Carlos Brandão parabenizou as Nações Unidas pelo dinamismo e o empenho do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal desde a concepção do Fundo Brasil-ONU, que tem papel fundamental no atual contexto: “O Brasil é hoje o epicentro da questão ambiental, inclusive com a realização da COP30”.A reunião contou ainda com a participação do Embaixador do Canadá, Emmanuel Kamarianakis, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, do Ministério do Planejamento e Orçamento e do Governo do estado do Amapá.Sobre o Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da AmazôniaO Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia é o resultado de uma parceria entre o Governo Federal, o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e o Sistema das Nações Unidas. O Fundo busca mobilizar recursos para financiar projetos que gerem alternativas econômicas inclusivas e sustentáveis para fomentar o desenvolvimento da região Amazônica e beneficiar as populações em situação de maior vulnerabilidade.Sobre o Comitê Diretor do Fundo Brasil-ONUO Comitê Diretor é copresidido pela Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas no país, conjuntamente com representante do Ministério das Relações Exteriores e o Governador do estado que exerce a Presidência do Consórcio. As demais instituições representadas no Comitê são: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à FomeMinistério do Planejamento e OrçamentoGoverno do estado do AmapáOrganização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)Governo do CanadáEscritório das Nações Unidas para MPTFPara saber mais, siga @onubrasil nas redes e visite a página do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia., filtered_html
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24 julho 2023
#PrometoPausar: Combata a desinformação nas redes sociais
Um simples compartilhamento pode ter consequências graves.
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História
27 março 2025
"Vejo um futuro lindo pela frente"
“Vejo um futuro lindo pela frente: São Gonçalo em outro patamar de reconhecimento, oferta de serviços, estratégias de trabalho, maior crescimento e olhar à população.”São Gonçalo, localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e segundo município mais populoso do estado, é lar de Ana Claudia Barros Pinnas. Apaixonada pelo universo da saúde, desde 2005 Claudinha atua na cidade como enfermeira de ponta. Depois de anos trabalhando em outro município, ela voltou à sua cidade natal em 2021 para apoiar a área de Atenção Primária à Saúde.Liderança incontestável e gonçalense com orgulho, Claudinha cresceu no Gradim, um bairro às margens da Baía de Guanabara, onde o verde da vegetação encontra o azul da união entre a água do mar e a dos rios. Embarcações atracadas e vias pouco asfaltadas também compõem o cenário de um bairro relativamente vulnerabilizado, mas um lugar em que Claudinha viveu uma infância pura e feliz. Em Porto Velho, outro bairro que morou, brincava em um manguezal com seus amigos, onde catavam caranguejos e faziam coleções de águas-vivas. Entre a infância e a adolescência, Claudinha desenvolveu um gosto por trabalhos manuais. Com sua madrinha, aprendeu a bordar e fazer tricô, hobbies que seguem até hoje. Também nutriu um gosto pela dança ainda adolescente e chegou a competir em alguns festivais. Com o tempo, essas práticas de cuidado com o corpo e com a mente a levaram a um fascínio pela saúde, área na qual decidiu atuar profissionalmente. “Sempre pensei em ajudar o outro e pensava na minha profissão como algo para além de mim, porque é o que me faz bem. Por isso pensei em fazer enfermagem, para ajudar as pessoas que precisam. O sonho pessoal se casou com o sonho profissional, eu faço aquilo que eu gosto e me dedico. E trabalhar com o que gosta te deixa satisfeita e faz você se doar ainda mais.” “Quando vou poder voltar para contribuir com a minha cidade?”Após alguns anos como enfermeira, Claudinha passou em um concurso, em 2010, para atuar em outra cidade. Sabia da importância de aprender com outro município que possuía uma Atenção Primária mais estruturada. Lá, teve a oportunidade de cursar um mestrado em Saúde Coletiva, aperfeiçoando seu conhecimento.Os desafios eram muitos, a começar pelo deslocamento diário, com trajetos congestionados que costumam levar em média duas horas e meia, chegando a quatro horas nas sextas-feiras ou vésperas de feriado. O cenário bastante comum ilustra a música “São Gonça”, de Seu Jorge, cantor carioca que já viveu na cidade. A letra relata as dificuldades de um relacionamento entre moradores de municípios vizinhos, como o trânsito intenso na ponte que os conecta. Mas, apesar dos desafios da distância e da infraestrutura urbana, a música destaca a resiliência de um narrador disposto a fazer tudo pelo amor. No caso de Claudinha, o amor é pela saúde e por sua cidade.“As pessoas me perguntavam: ‘por que você se desdobra, sabendo que no dia seguinte tem que fazer isso de novo?’ E eu respondia que eu precisava me aperfeiçoar e adquirir bagagem para voltar e dar o melhor de mim para minha cidade.”Atravessando a ponte engarrafada todos os dias, Claudinha se questionava como e quando poderia voltar e contribuir com sua cidade. Até que, em 2021, recebeu um convite para participar da gestão da Atenção Primária à Saúde de São Gonçalo. Muito contente, ela afirma: “o tempo é senhor do nosso destino, agora me sinto fortalecida para dar o melhor de mim, para onde falei que iria voltar.” O trabalho por uma cidade saudávelO dia de trabalho de Claudinha é dinâmico, envolvendo o planejamento das ações de inúmeros programas de saúde no município, bem como a coordenação de mais de 200 equipes de Estratégia de Saúde da Família, que se dividem em mais de 90 bairros. Ela começa o dia já ciente da agenda planejada, mas está sempre preparada para lidar com imprevistos. E embora o expediente termine às 17h, é após esse horário que ela e sua equipe trabalham ainda mais: revisam o que foi feito, discutem melhorias e planejam o dia seguinte. Para ela, o segredo está no equilíbrio entre organização e a certeza de que surpresas sempre farão parte do caminho.Quando Claudinha iniciou sua jornada como enfermeira em São Gonçalo, o cenário era muito diferente. “Havia poucas equipes, as unidades de saúde eram inadequadas, o investimento insuficiente e o planejamento precário.” Ela afirma que o trabalho se sustentava mais pela vontade que pela estrutura. Já em 2021, quando retornou, encontrou um município transformado. Apesar das dificuldades, ela reflete com orgulho sobre sua contribuição e acha motivação para enfrentar os obstáculos. “Às vezes me pego refletindo sobre a minha trajetória e a de São Gonçalo e vejo que muita coisa mudou. Isso dá fôlego, ânimo e coragem para encarar os novos desafios.” A atuação integrada da Secretaria de Saúde com outras secretarias, como Educação e Assistência Social, é essencial: “a saúde vai além da nossa secretaria. Nós somos engrenagens, mas fora daqui temos peças importantíssimas que nos fazem girar. Desafio vai aparecer em qualquer momento, mas trabalhando junto, a gente vence.”E foi trabalhando junto com a Secretaria de Gestão Integrada de Projetos Especiais que Claudinha soube da iniciativa Fortalece São Gonçalo, parceria entre a Prefeitura de São Gonçalo e o ONU-Habitat. Em janeiro de 2024, ela foi uma das primeiras pessoas a receber a nova equipe e unir forças para fortalecer a gestão urbana no município.A parceria visa fortalecer o planejamento e a gestão do município por meio da geração e análise de dados para embasar políticas públicas mais inclusivas, e inclui uma série de ações participativas, como a criação de um Observatório de Políticas Públicas, a instalação do Laboratório Urbano Sustentável, um Diagnóstico de Segurança Urbana, oficinas participativas para Desenho de Espaços Públicos e um Programa de Capacitação no Uso de Dados. Claudinha participou do Laboratório Urbano, ação que promove um espaço colaborativo para cocriação e avaliação de políticas públicas. Realizadas entre setembro e outubro de 2024, as oficinas reuniram mais de 50 representantes de diversas secretarias e geraram estratégias para o mapeamento da Atenção Primária à Saúde, que vão permitir orientar as prioridades de atendimento e a ampliação da cobertura de saúde no município. Além da área da saúde, a iniciativa também promoveu oficinas colaborativas para o tema da Gestão de Riscos e Desastres.“A gente aqui precisa de mãos e a iniciativa agrega e estabelece novas possibilidades de utilizar conhecimento, recursos e outros instrumentos, fortalecendo a nossa cidade. Agora, com o Laboratório, a gente tem uma análise do território que nos ajuda a saber como e onde atuar.” Claudinha afirma que o Laboratório não apenas ajudou a otimizar estratégias, mas também estimulou um sentimento de pertencimento e colaboração. Para ela, o envolvimento de participantes de diferentes áreas foi transformador e gerou escuta ativa, autoestima e novas conexões intersetoriais, abrindo caminhos para melhorar fluxos de trabalho e fortalecer os laços no cuidado à população.“Essa ajuda, essa mão, esse abraço me falam: ‘você não está sozinha, entendemos a sua necessidade e vamos te ajudar’. Então, o Fortalece São Gonçalo é um abraço de acolhimento, que diz ‘a gente vai junto, eu vim aqui pra agregar’.” Transformando a cidade para o futuro Para Claudinha, o futuro de São Gonçalo é promissor, e ganhou força na parceria com o ONU-Habitat. Ela acredita que a cidade está alcançando um novo patamar de reconhecimento, estratégias de trabalho e cuidado com a população, tornando-se um exemplo para outros municípios. Com projetos construídos com esforço e dedicação, São Gonçalo segue no caminho do crescimento. Para ela, o otimismo é combustível para seguir avançando e mostrando ao mundo o potencial de sua cidade. Para outros gestores públicos, Claudinha deixa um recado:“Estejam abertos a novas possibilidades, ideias, propostas e estabeleçam um modelo de gestão que dê condições de fazer o que as pessoas precisam. Estamos aqui para suprir as necessidades delas, mas nem sempre a nossa necessidade é o que a população espera, então essa mão tem que ser invertida. Fazer uma gestão participativa, transparente e acessível é o caminho.”Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes! , filtered_html
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História
24 março 2025
Com mais mulheres na infraestrutura, a mudança acontece
Historicamente dominada por homens, a área da infraestrutura vem passando por transformações com a crescente participação feminina. Mulheres têm ocupado cada vez mais posições no setor, em cargos técnicos, operacionais e de gestão. No Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), em Porto Velho, cuja obra de conclusão das instalações está sob responsabilidade do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), isso já é uma realidade.As duas fiscais que acompanham a obra são mulheres - e o fazem em estreito diálogo com a direção do Cemetron, também ocupada por duas mulheres. Uma das profissionais é Ana Paula Bianchi, fiscal de segurança do trabalho do UNOPS."Ser uma mulher nesse setor ainda é desafiador, mas percebo que, com diálogo e firmeza, conseguimos conquistar respeito e espaço. Não há setor exclusivo para homens ou mulheres, tudo depende da capacitação e da forma de lidar com as situações", destaca Ana Paula. Para Roberta Macedo, fiscal de obras do UNOPS na obra do Cemetron, há uma mudança de postura quando as mulheres estão presentes no canteiro: "Percebo que o ambiente se torna mais respeitoso, pois há uma preocupação maior com a forma como as pessoas se comunicam e interagem. Além disso, trazemos um olhar mais detalhista e organizado para a execução dos projetos."O UNOPS - um organismo da ONU especializado em infraestrutura - procura promover ações de gênero, diversidade e inclusão em seus projetos. No caso das obras, um dos mecanismos adotados é a inclusão da obrigatoriedade de contratação de percentuais mínimos de mulheres nas equipes (entre outros grupos priorizados). Além disso, todos os dias, são realizados os “diálogos de segurança” antes do início dos trabalhos - uma oportunidade de falar sobre questões de gênero presentes na sociedade, como o combate à violência contra meninas e mulheres e o assédio.A pintora Ingrid Vargas, 23 anos, foi uma das mulheres contratadas por incentivo do UNOPS - mas para a obra de conclusão do Hospital de Guajará-Mirim, também em Rondônia. Ela, que aprendeu o ofício com o pai, conta que é raro aparecerem oportunidades de emprego para mulheres em canteiros de obras. “A gente ainda vive em um mundo no qual os homens acham que nós não podemos fazer esse tipo de serviço”, lamenta a jovem, que sonha em trabalhar na Polícia Rodoviária Federal.] Um caminho a percorrerApesar da experiência positiva da participação feminina nas obras de Rondônia, ainda há uma série de desafios para mulheres que desejam ingressar no mercado de trabalho da construção civil - e também para as que almejam chegar a cargos de liderança (em todos os setores). Uma pesquisa consolidada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no ano passado mostrou que, embora mulheres tenham mais anos de estudo do que homens, ocupam menos de 40% dos cargos de gestão.“Ter mulheres na liderança representa o empoderamento feminino. Mesmo na saúde, onde representamos a maioria dos postos de trabalho, os cargos de chefia são, em geral, ocupados por homens”, comenta a fisioterapeuta Caroline Moreira, diretora adjunta do Cemetron:“Na nossa realidade, observamos um cuidado muito mais humano e harmonioso, já que as mulheres possuem a delicadeza de conduzir as situações com maior leveza, mas ainda assim com assertividade e resiliência.”Para a médica infectologista Mariana Bragança, diretora geral do Cemetron, um dos maiores desafios é conciliar o tempo para os inúmeros papeis que recaem sobre as mulheres. Mas, ao lado dele, a grande importância da representatividade e da ocupação de espaços: “Assim como eu fui inspirada por uma grande mulher que esteve à frente deste hospital antes de mim, acredito que, com nossas inúmeras competências e inteligência emocional, temos a capacidade de criar situações mais colaborativas, com melhores resultados dentro e fora do ambiente de trabalho.” Para saber mais, siga @unops_official nas redes e visite a página: https://www.unops.org/brazil , filtered_html
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História
22 março 2025
“Com a chegada da água, tenho mais tempo para brincar”
“Eu acordava de manhã, tomava café e ia com o balde buscar água no rio. Quando o balde de água secava, eu e meus irmãos íamos buscar de novo”, relembra Luís Carlos, adolescente Macuxi de 13 anos. Há poucos meses, a atividade era parte da rotina do adolescente, morador da comunidade São Francisco, localizada no Alto São Marcos, território indígena de Roraima. Criada em 2020, a comunidade cresceu longe das principais fontes de água que poderiam abastecer a população e, com isso, as famílias, incluindo crianças e adolescentes, caminhavam até cinco quilômetros para chegar até a fonte de água mais próxima e, com baldes, faziam o transporte até suas casas. A água era utilizada para suprir a sede, mas dividia espaço com os animais e as plantações - principal atividade econômica da comunidade - o que levava os moradores a caminhar o percurso várias vezes ao dia. No período chuvoso, o rio ficava cheio e perigoso para as crianças e adolescentes e, durante o verão, os riscos de estiagem preocupavam a comunidade.“Quando a água chegou ali na casa, eu lembro ‘benzinho’ quando a vizinha falou: ‘Ei, Neta! Já chegou a água na torneira aqui”, conta entusiasmada Maria Francelina, a “Neta”, que é a primeira Tuxaua - um tipo de chefe que representa a comunidade - da comunidade indígena São Francisco. Foi a partir da iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), por meio do Programa de Água, Saneamento e Higiene (WASH), e a implementação pela Associação dos Povos Indígenas da Terra São Marcos (APITSM) e apoio do Distrito Sanitário Especial Indígena Leste de Roraima (DSEI LRR), que a comunidade indígena recebeu sua primeira rede de abastecimento de água. O Soluções Alternativas Coletivas (SAC) - um tipo de sistema de abastecimento de água - implementado na comunidade foi desenvolvido com base em uma fonte indicada pelos moradores, que se manteve ativa mesmo durante as últimas estiagens mais severas. O sistema capta a água dessa fonte e a submete a um processo de filtração, desinfecção e armazenamento em um reservatório elevado antes de ser distribuída para o consumo.Com a rede de abastecimento, a comunidade, que reúne em torno de 97 pessoas, agora conta com água tratada e de qualidade para beber, cozinhar e cuidar de seus animais e plantações. “Antes, eu tinha plantado umas pimenteiras, umas coisas. Chegou o verão e minhas plantas morreram. Com a chegada da água, eu fiquei feliz e já plantei de novo. Está tudo bonitinho”, conta, orgulhoso, Luís Carlos.“Quando o menino da água veio aqui e falou para minha mãe que eles iriam construir um lugar para colocar a caixa d’água, e que ia chegar água limpa aqui, eu fiquei muito feliz. Meu coração ficou mais forte e logo pensei que teria mais tempo para brincar ou fazer outras coisas que gosto”, comemora Luís. Com a chegada da água potável, os dias ganharam um significado diferente para Luís e outras 30 crianças e adolescentes que vivem na comunidade. Sobre o projetoO UNICEF tem trabalhado em conjunto com a APITSM e o DSEI Leste de Roraima para garantir a resposta à estiagem e o acesso à água em comunidades que compõem o Território Indígena São Marcos. Desde março de 2024, materiais emergenciais para apoiar o acesso à água foram distribuídos em 35 comunidades da Terra Indígena São Marcos, com o objetivo de mitigar os impactos da forte estiagem que afetou a região. Ao longo desse período, foi possível implementar Sistemas Alternativos Coletivos (SACs) em quatro comunidades que, até então, não contavam com água tratada. O projeto segue até março de 2025.Ao longo do projeto, foram realizadas oficinas nas três regiões que abrangem o território indígena (Baixo, Médio e Alto São Marcos) abordando temas como acesso à água, saneamento, boas práticas de higiene e cuidados nutricionais para a alimentação saudável de crianças e adolescentes. As oficinas tiveram como público de referência Agentes Indígenas de Saúde, Agentes Indígenas de Saneamento, lideranças, cuidadores de crianças – incluindo mães, pais, outros familiares e membros da comunidade –, além de jovens, meninos e meninas, com o objetivo de disseminar boas práticas e fortalecer a autonomia das comunidades na promoção da saúde e do bem-estar. Para saber mais, siga @unicefbrasil nas redes e visite a página: https://www.unicef.org/brazil/ , filtered_html
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História
19 março 2025
Atividades recreativas em locais frescos para abrigados dos Centros Humanitários de Acolhimento promovem socialização e bem-estar
Para amenizar o calor que predomina durante o verão no Rio Grande do Sul, as equipes da Agência da ONU para as Migrações (OIM), que realizam a gestão dos Centros Humanitários de Acolhimento Vida e Esperança, localizados em Porto Alegre e Canoas, respectivamente, têm organizado diversas atividades e passeios externos para as comunidades abrigadas. Os momentos de lazer e cultura, que foram iniciados em fevereiro, buscam oferecer novas experiências para os participantes e que sejam voltadas para o fortalecimento dos laços comunitários. “Entendemos que a realização dessas atividades recreativas promove a socialização e o bem-estar das pessoas acolhidas. Por isso, estamos comprometidos em seguir proporcionando mais momentos como estes, ao lado de nossos parceiros”, explicou a coordenadora de emergência da OIM no Rio Grande do Sul, Sylvia Moreira. Até o momento, mais de 200 pessoas que seguem abrigadas nos Centros Humanitários de Acolhimento (CHAs) participaram das atividades e passeios externos, que aconteceram no Museu de Ciência e Tecnologia PUCRS, no Museu do Hip-Hop RS, no Museu do Inter e o Estádio Beira-Rio, no Centro Histórico-Cultural (CHC) Santa Casa, na Fundação Iberê Camargo, na Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ) e na Casa das Artes Villa Mimosa. Além disso, os acolhidos tiveram a oportunidade de assistir a sessões de filmes em cinemas, realizar piqueniques no Jardim do Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE), passar um dia no Parque Aquático Itapema, frequentar piscinas do SESC Protásio Alves e acompanhar shows no Theatro São Pedro. Acolhido no CHA Esperança desde setembro de 2024, Carlos Alberto foi um dos primeiros a se inscrever no passeio ao Itapema Park, em Alvorada, que foi realizado no dia 11 de fevereiro. “Foi a primeira vez em que fui em um parque aquático. Eu achei o máximo e pretendo voltar mais vezes”, contou. O passeio à Fundação Iberê Camargo também foi a primeira vez de Jorge Daniel, acolhido no CHA Vida, no prédio histórico e cultural de Porto Alegre. “A vivência que eu tive no Iberê Camargo foi muito boa, porque traz histórias de um passado que eu não vivi, mas é a história da cidade, da humanidade, que a gente pode trazer para o presente e aprender coisas novas”, relatou. “A pintura dos quadros, a estrutura do prédio... Cada dia aprendemos coisas novas. Foi muito bom”. Semanalmente, as equipes que atuam nos CHAs organizam calendários voltados para a integração social e cultural dos abrigados, explorando potenciais espaços dos municípios que fomentem e proporcionem esses momentos de lazer, enquanto ainda aguardam por soluções definitivas de abrigamento. A previsão é que as atividades sigam acontecendo durante o mês de março, com a programação de visitas guiadas em museus, estádios, parques arborizados, piscinas e cinemas. Emergência no RSAbertos em julho de 2024, os Centros Humanitários de Acolhimento (CHAs) são o resultado uma parceria do Governo do Rio Grande do Sul com a OIM, as prefeituras de Porto Alegre e Canoas, e o Sistema Fecomércio/SESC/SENAC, responsável pelo financiamento destes espaços. Os CHAs foram abertos com o objetivo de acolher pessoas desabrigadas pelas enchentes de maio de 2024 no estado e, hoje, os dois Centros que estão em funcionamento abrigam cerca de 600 pessoas. Até o momento, 408 pessoas já deixaram os espaços, seja para novas residências, retornando para suas casas, ou por meio de programas sociais e iniciativas do governo.Sobre a OIM: A OIM faz parte do Sistema das Nações Unidas como a principal organização intergovernamental que promove a migração humana e ordenada para o benefício de todas as pessoas. A OIM está presente no Brasil desde 2016.Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes e visite a página da OIM no Brasil: https://brazil.iom.int/pt-br Para saber mais, siga @oimbrasil nas redes! , filtered_html
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História
14 março 2025
Pagamentos por Serviços Ambientais mudam a vida das pessoas que mantêm a floresta de pé
Maria Graciano Dimas da Silva é agricultora na Colônia Paraíso, em Rio Branco, no Acre. Em sua propriedade, cultiva milho, feijão, laranja, manga, caju, goiaba e coco. "Aqui, planto de tudo um pouco". Essa lida no campo, da qual tem muito orgulho, a fez sair da rotina de forma trágica. Em 2024, a produtora rural teve a casa destruída em um incêndio e perdeu quase tudo: os móveis, a geladeira, o fogão, a televisão. Maria só não perdeu a esperança porque, quando ela mais precisou, ficou sabendo do mutirão da equipe do Projeto Floresta+ Amazônia e que ela poderia se inscrever para receber Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). "Eu não conhecia. Mas eles me informaram. Eu me inscrevi, porque atendia os critérios e sempre conservei a vegetação da minha propriedade. E, agora, vou construir a minha vida de novo, reformar minha residência. E, é claro, continuar protegendo a mata aqui, da minha área ".Maria Graciano se inspira na resiliência da floresta para reconstruir seu lar com o auxílio do PSA. Histórias como a dela têm se multiplicado pelos nove estados da Amazônia Legal por meio do Projeto Floresta+ Amazônia. Desde 2022, essa iniciativa aceita inscrições e fornece apoio financeiro para quem conservar a floresta. O PSA é um mecanismo em que proprietários ou possuidores de pequenos imóveis rurais recebem o PSA para manter a vegetação nativa preservada em suas áreas. “O PSA é um instrumento econômico que visa incentivar práticas que conservem ou restaurem os ecossistemas e seus serviços ambientais. No Brasil, o PSA está previsto em leis como o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) e a Lei nº 14.119/2021, que instituiu a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais. É uma ferramenta essencial para alinhar a conservação ambiental aos interesses econômicos, promovendo um modelo de desenvolvimento mais sustentável. O Floresta+ é pioneiro na execução e no apoio com PSA no país com recursos de pagamentos por resultados de REDD+’’, explicou o assessor técnico do projeto, Carlos Casteloni. O Floresta+ Amazônia atua em cinco modalidades: Inovação, Comunidades, Recuperação, Instituições e Conservação. Esta última tem atuado por meio de chamadas públicas de PSA, voltadas para três principais públicos-alvo: Produtores/as rurais com áreas conservadas de vegetação nativa excedente (ou seja, com cobertura vegetal além do que a legislação exige).Assentados/as da Reforma Agrária.Agricultoras e agricultores familiares. Foi em uma dessas iniciativas que Maria Graciano se inscreveu.Umas das primeiras iniciativas da Modalidade Conservação teve como foco excedente de vegetação nativa visando recompensar produtores ou proprietários rurais que preservam áreas além do mínimo exigido por lei. Cerca de 230 beneficiárias e beneficiários conservaram quase 5 mil hectares de floresta e foram apoiados com aproximadamente R$ 2,5 milhões. Todo esse esforço e dedicação equivalem a aproximadamente 3 milhões de árvores em pé na Amazônia. O agricultor Rozinaldo Texeira de Jesus, da comunidade ribeirinha de Barreiras, em Almeirim (PA), foi um dos primeiros beneficiados no estado. Junto com a família, vem conservando sua propriedade e mantendo as atividades produtivas. “Em minha área, eu planto de tudo um pouco: mandioca, abóbora, tomate, mamão, limão, feijão, pupunha, maxixe, pimentão, coentro e alface. É da floresta que a gente tira nossa sobrevivência, desde a água até o alimento que sacia nossa sede e a fome. No mínimo, o que devemos fazer é conservá-la e respeitá-la. Estamos falando do pulmão do mundo, da Floresta Amazônica. O Floresta+ Amazônia está alinhado com isso: apoia e incentiva quem quer conservar, quem vive da floresta, da terra para viver. E, vem transformando para melhor muitas famílias aqui, na Amazônia”’, diz Rozinaldo, com orgulho.Outra frente de atuação é com os assentamentos na Amazônia em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Por meio também de chamada pública, até o momento, o Floresta+ Amazônia chegou a mais de 730 famílias de 14 territórios nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. Desse total, 400 já se tornaram beneficiários e receberam o primeiro pagamento. A iniciativa faz parte da estratégia de atuação e apoio do Programa União com Municípios do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Essas ações de PSA somam esforços com o Programa União com os Municípios (UcM), criado por meio do Decreto nº 11.687 de setembro de 2023. De acordo com o diretor de Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Marcelo Trevisan, o Programa União com Municípios reúne um conjunto de ações relativas à prevenção, ao monitoramento, ao controle e à redução do desmatamento e da degradação florestal na Amazônia.“Com apoio do Floresta+, estamos implementando ações nos municípios prioritários para controle do desmatamento, que reúne uma lista de 81 municípios responsáveis por 78% de todo o desmatamento verificado no ano de 2022 na Amazônia Legal”, ressalta Trevisan. A terceira chamada pública lançada pela Modalidade Conservação tem como foco os/as agricultores/as familiares e prevê o pagamento por todo o remanescente de vegetação nativa conservado no imóvel rural, incluindo áreas já protegidas por lei como Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP). Até o momento, já foram inscritos mais de 1.200 interessados, de 17 municípios dos nove estados da Amazônia Legal. Desse total, mais de 80% são pessoas negras ou pardas. E cerca de 55% dos trabalhadores/as rurais possuem Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), que é pré-requisito para o segundo ciclo de pagamentos e demonstra o interesse do agricultor familiar em conservar a floresta. O edital está aberto até março de 2025.“Os agricultores e as agricultoras familiares desempenham um papel fundamental na Amazônia ao adotarem práticas sustentáveis alinhadas à produção de alimentos com a conservação. Contribuem para a manutenção dos ecossistemas e toda a biodiversidade em volta. São grandes guardiões da floresta. O Floresta+, por meio do PSA, além de apoiar financeiramente, reconhece e valoriza o papel das famílias agricultoras na conservação da vegetação nativa’’, observa a coordenadora técnica do Projeto Floresta+ do MMA, Nazaré Soares.Outro exemplo de como o Projeto Floresta+ Amazônia tem mudado a vida das pessoas vem do sul do Amazonas. O beneficiário Raoni Marques de Lima, do município de Canutama, conta que o recurso que recebeu do PSA serviu para pagar as parcelas de um pequeno motocultivador utilizado para preparar o solo na sua lavoura. "Com esse dinheiro, a gente conseguiu financiar um tratorito que ajuda na roça. A gente está pensando em ampliar. Temos uma área usada para plantar e estamos pensando em fazer mais uma floresta para aumentar o nosso limite de crédito", declara entusiasmado o produtor rural. A Amazônia e a conservação são femininasOs resultados vão além dos números, mostrando recortes de gênero importantes para o projeto. Nas três chamadas públicas, as mulheres são a maioria. Por exemplo, no edital destinado à agricultura familiar, cerca de 60% das inscrições são de mulheres, e quase 70% das pessoas que participam dos balcões ou dos mutirões de atendimentos nos estados é público feminino. “É um avanço significativo, pois o Projeto Floresta Amazônia prioriza a abordagem e a inclusão de gênero em todas as suas ações. Esses resultados destacam cada vez mais o protagonismo e o papel das mulheres na conservação da Amazônia. A atuação delas fortalece práticas sustentáveis, valoriza saberes tradicionais e impulsiona transformações ambientais e sociais na região’’, enfatizou a coordenadora do Projeto Floresta+ Amazônia pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Regina Cavini. É o caso de Joana Dark dos Santos Baraúna, assentada no município amazonense de Maués, com pouco mais de 66 mil moradores. Casada e mãe de três filhos, Joana Dark foi uma das 730 pessoas inscritas na chamada pública para assentados da reforma agrária – entre as quais aproximadamente 400 são mulheres. "A gente estava passando por uma dificuldade grande por causa da seca. Esse dinheiro serviu para a gente ajeitar o poço que não estava pegando água. O apoio do Floresta+ chegou no momento certo. Veio numa hora que a gente mais precisava, que era ter água novamente em casa’’, conta Joana. Equipes que atuam pela Conservação Todos esses resultados da Modalidade Conservação só são possíveis também porque 23 profissionais voluntários, por meio do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV), das mais diversas áreas das ciências ambientais e agrárias, atuam na execução do projeto em sete dos nove estados da Amazônia Legal. O trabalho das equipes locais faz parte da estratégia de apoio aos estados e inclui ações relacionadas à regularização ambiental e ao engajamento dos potenciais beneficiários ao Projeto Floresta+ Amazônia. Graças aos parceiros locais – as secretarias estaduais de meio ambiente e os órgãos de meio ambiente e extensão rural – os profissionais realizam atendimento aos proprietários e produtores rurais e apoiam na coleta e na sistematização de informações para o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). Por meio de mutirões e balcões de atendimento itinerantes nos municípios, além de mobilizarem e fazerem adesões às chamadas públicas abertas da Modalidade Conservação, realizam análises e retificações do CAR – um dos critérios para acessar os recursos do Floresta + Amazônia. Há três anos, a engenheira florestal Catarina Sanches está como coordenadora da equipe local do projeto no Pará. Ela foi umas primeiras profissionais a contribuir com a iniciativa e ressalta que é motivo de orgulho fazer parte dela e contribuir para manter a floresta em pé. “É muito gratificante ver nosso trabalho impactando direto na conservação da Amazônia e na vida das pessoas que vivem nela. A Amazônia é muito mais do que um bioma; é um patrimônio vivo, cheio de histórias, pessoas e riquezas naturais que precisam ser protegidas. Poder colocar nosso trabalho e dedicação a serviço dessa causa é gratificante. Espero que mais pessoas entendam que, ao preservar a floresta, estamos cuidando não só do nosso presente, mas do futuro de todos nós”, falou emocionada. Até o momento, foram analisados e retificados cerca de 50 mil CARs nos sete estados onde as equipes atuam pelo Floresta+ Amazônia. Mais de 100 ações conjuntas realizadas com os parceiros locais em, aproximadamente, 80 municípios amazônicos e cerca de 15 mil pessoas atendidas, entre assentados, comunidades tradicionais e agricultores familiares. Desse total de atendimentos, foram quase 7 mil inscrições recebidas para as chamadas públicas da Modalidade Conservação. “As ações conjuntas com os parceiros nos estados têm contribuído enormemente para a regularidade ambiental e, consequentemente, para a conservação. Regularizar o CAR, por exemplo, poderá trazer grandes oportunidades e apoio financeiro para quem está na floresta. Crédito rural, Pronaf, Plano Safra, aposentadoria rural, auxílio-maternidade rural, programas de aquisição de alimentos, crédito de reserva legal e PSA são políticas que o beneficiário pode ter acesso com o CAR em dia. Apoiar a regularidade ambiental é um caminho para a conservação, para a sustentabilidade e para a geração de renda nos territórios’’, afirma o secretário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial no MMA, André Lima. Projeto Floresta+ Amazônia É uma iniciativa de cooperação internacional do governo brasileiro, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com o apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF - Green Climate Fund).Com aportes de 96 milhões de dólares, o Floresta+ Amazônia é pioneiro; o primeiro no mundo a receber recursos do GCF como recompensa pela redução das emissões de gases de efeito estufa em anos anteriores e a executar o PSA nessa escala. O Projeto Floresta+ é uma resposta urgente e inovadora para manter a floresta em pé e combater a mudança global do clima. É uma iniciativa de referência que vem oferecendo soluções inovadoras e simples para tornar o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) uma realidade, como um instrumento para a conservação e um caminho de transformação para os povos e comunidades da floresta. Para saber mais, siga @florestamaisamazonia e @pnud_brasil nas redes e visite a página do Projeto: https://www.florestamaisamazonia.org.br/ Fotos: Acervo Projeto Floresta+ e Leonardo Dall´Igna , filtered_html
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28 março 2025
ONU Direitos Humanos abre chamada para contribuições para o relatório de 2025 do Alto Comissário
A ONU Direitos Humanos está recebendo contribuições para o relatório de 2025 do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos até 9 de abril. Instituído a partir de resolução adotada pelo Conselho de Direitos Humanos em 2021, o relatório é produzido anualmente, reunindo medidas e informações sobre o racismo sistêmico. A iniciativa visa fortalecer o diálogo, envolvendo diretamente pessoas e comunidades. Dessa forma, podem participar representantes tanto do Estado quanto da sociedade civil.Em busca de uma mudança transformativa em prol da igualdade e da justiça racial, os temas de maior interesse para o relatório incluem medidas para enfrentar os legados da escravidão, do comércio de africanos escravizados, do colonialismo e de políticas discriminatórias. O documento final será apresentado na 60ª sessão do Conselho de Direitos Humanos e transmitido à 80ª sessão da Assembleia Geral, em setembro de 2025. Perguntas-chave e contribuições solicitadasA ONU Direitos Humanos convida Estados e outros interessados a submeterem informações relevantes, especialmente relacionadas a medidas que enfrentem os legados da escravidão, do comércio de africanos escravizados, do colonialismo e de políticas e sistemas racialmente discriminatórios.Medidas tomadas pelos Estados – em qualquer nível – para:Reconhecer e abordar os legados da escravidão, do comércio de africanos escravizados, do colonialismo e de políticas e sistemas racialmente discriminatórios. Pode ser reconhecimento formal e pedido desculpas, processos de busca da verdade, construção de memória, compensação, restituição de patrimônio cultural e de reparações em várias formas;Desmanchar estruturas e sistemas projetados e moldados pela escravidão, comércio de africanos escravizados, colonialismo e políticas e sistemas racialmente discriminatórios.Medidas e iniciativas tomadas por Estados e outras pessoas e organizações para:Garantir que pessoas afrodescendentes orientem o desenho e a implementação de medidas e iniciativas através de participação efetiva, incluindo consultas amplas e inclusivas;Aplicar interseccionalidade ao desenho, implementação e avaliação das medidas e iniciativas, incluindo garantir que as experiências das mulheres afrodescendentes sejam centrais;Revelar as conquistas alcançadas e desafios enfrentados no desenho e implementação de medidas e iniciativas empreendidas para enfrentar os legados da escravidão, do comércio de africanos escravizados, do colonialismo e de políticas e sistemas racialmente discriminatórios. Instruções para enviar submissões: Prazo: até 9 de abril de 2025.Formato: Word ou PDF.Idioma: Inglês, francês ou espanholEnvie para Anti-Racial Discrimination Section at the Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights por uma das opções:E-mail: ohchr-registry@un.orgCorreio: CH-1211, Genebra 10, Suíça.Fax: + 41 22 917 9014.No documento, o título da submissão deve fazer referência à “Human Rights Council resolution 47/21- High Commissioner report”. Além disso, você pode incluir hiperlinks para documentos relevantes que forneçam informações mais detalhadas.As submissões devem incluir o nome completo da pessoa ou organização que está enviando a informação.A menos que especificado, todas as contribuições recebidas serão disponibilizadas e publicadas integralmente no site da ONU Direitos Humanos. Por isso, por favor, indique se deseja manter partes ou a totalidade de sua submissão confidencial.Caso sua submissão inclua nomes de vítimas e você deseje que o documento se torne público, confirme que obteve o consentimento informado das pessoas citadas ou de seus representantes, além de indicar se os nomes e informações relacionadas estão no domínio público.Submissões recebidas podem não ser refletidas no relatório final. Informações fora do escopo do pedido de contribuições não serão consideradas.Para saber mais, siga @onuderechoshumanos nas redes e visite a página para o Brasil do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH): https://acnudh.org/pt-br/ , filtered_html
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28 março 2025
Especialista da ONU avaliará medidas de justiça de transição para abordar abusos do período da ditadura no Brasil
Durante sua visita, Bernard Duhaime avaliará as medidas quanto à verdade, justiça, reparação, construção da memória e garantias de não repetição adotadas pelas autoridades brasileiras para abordar graves violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura (1964-1985).Duhaime se reunirá com autoridades estatais, organizações da sociedade civil, vítimas, acadêmicos e profissionais. O especialista visitará Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.O Relator Especial realizará uma coletiva de imprensa em formato híbrido no dia 7 de abril de 2025, às 10h30, horário local, no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) no Palácio Itamaraty (Av. Mal. Floriano, 196), Rio de Janeiro. O acesso será estritamente limitado a jornalistas credenciados. Jornalistas com interesse de participar online ou presencialmente devem enviar email para unic-riodejaneiro@un.org até 4 de abril, às 12h00, horário local, indicando a modalidade de participação. O Relator Especial apresentará um relatório sobre sua visita ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em setembro de 2025.FIMO especialista: Bernard Duhaime, Relator Especial da ONU sobre a promoção da verdade, justiça, reparação e garantias de não repetição.Relatores Especiais/Especialistas Independentes/Grupos de Trabalho são especialistas independentes em direitos humanos nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Em conjunto, esses especialistas são referidos como Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. As e os especialistas dos Procedimentos Especiais trabalham de forma voluntária, não são funcionários da ONU e não recebem salário pelo seu trabalho. Embora o escritório de Direitos Humanos da ONU atue como secretariado para os Procedimentos Especiais, os especialistas atuam em sua capacidade individual e são independentes de qualquer governo ou organização, incluindo o ACNUDH e a ONU. Qualquer opinião ou ponto de vista apresentado é exclusivamente do autor e não representa necessariamente os da ONU ou do ACNUDH.Contatos para à imprensa:Durante a missão: Sra. Brenda Vukovic (+41 076-281 9813 / brenda.vukovic@un.org); Sr. Diego Lobo, Centro de Informação da ONU Rio, diego.lobo@un.org +55 21 982876762).Após a missão: Sra. Brenda Vukovic (+41 22 917 9635 / brenda.vukovic@un.org)Para perguntas da mídia sobre outros especialistas independentes da ONU, entre em contato com Maya Derouaz (maya.derouaz@un.org) e Dharisha Indraguptha (dharisha.indraguptha@un.org)., filtered_html
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27 março 2025
BRICS: FAO contribui para debates sobre segurança alimentar, agricultura familiar e transformação azul
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) foi convidada a contribuir para as discussões da primeira reunião técnica presencial do Grupo de Trabalho de Agricultura dos BRICS - associação, grupo e fórum político e econômico de países emergentes -, sob a presidência brasileira, realizada entre 12 e 14 de março, em Brasília.Na abertura do evento, o ministro do Desenvolvimento Agrário do Brasil, Paulo Teixeira, destacou a relevância dos países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos) na produção agropecuária global, pois juntos representam 42% da produção mundial de alimentos, 33% das terras agrícolas e 39% dos recursos hídricos. Além disso, o bloco responde por 30% da pesca extrativa, 70% da produção aquícola e 80% do valor da produção mundial de alimentos.Teixeira também ressaltou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada no ano passado com o apoio da FAO, como uma iniciativa para fortalecer a cooperação internacional, promover o intercâmbio de experiências e garantir o acesso das populações mais vulneráveis a alimentos nutritivos e acessíveis.Preços dos alimentosPela FAO, participaram da reunião Máximo Torero, eonomista-chefe e representante regional interino para a América Latina e o Caribe; Manuel Barange, subdiretor-geral e diretor da Divisão de Pesca e Aquicultura; Luiz Beduschi, oficial sênior de Políticas para o Desenvolvimento Territorial; Javier Villanueva, oficial principal de Pesca e Aquicultura; e Jorge Meza, representante da FAO no Brasil.O aumento dos preços dos alimentos foi um dos primeiros temas discutidos pelos BRICS. O custo dos alimentos saudáveis continua subindo, colocando em risco bilhões de pessoas, especialmente no Sul Global. Em sua intervenção, Máximo Torero destacou que a inflação alimentar impacta principalmente os países de baixa renda, agravando a insegurança alimentar.Torero explicou que os preços agrícolas são influenciados por múltiplos fatores, como os custos de insumos, as relações comerciais, a infraestrutura e os conflitos. Além disso, surtos de doenças, oscilações no setor energético e flutuações cambiais também contribuem para a volatilidade dos mercados agroalimentares.Fortalecimento da agricultura familiarOutro aspecto comum entre os países dos BRICS é a relevância da agricultura familiar, já que os dez países concentram mais da metade dos estabelecimentos rurais do mundo.O oficial sênior de Políticas da FAO, Luiz Beduschi, participou da sessão "Diálogo sobre Políticas Públicas para o Fortalecimento da Agricultura Familiar". Ele destacou que mais de 90% dos 608 milhões de propriedades rurais do mundo são familiares, totalizando mais de 550 milhões de estabelecimentos. No entanto, enquanto as pequenas propriedades com menos de um hectare representam 70% do total, elas operam apenas 7% das terras agrícolas globais. Em contraste, as grandes propriedades, que correspondem a apenas 1% do total, concentram mais de 70% das terras cultiváveis.Diante desse cenário, políticas públicas eficazes devem considerar essa diversidade e fortalecer as diferentes categorias de agricultores familiares. "É essencial promover arranjos operacionais flexíveis, inovar em ferramentas políticas – como incentivos à produção sustentável e acesso ao mercado – e ampliar a participação de atores não estatais para otimizar recursos e maximizar impactos", afirmou Beduschi.Pesca e aquiculturaDurante sua intervenção, Manuel Barange destacou que "o percentual da população que vive nos países menos desenvolvidos e sofre com a fome tem aumentado desde 2014. Portanto, tivemos uma década de crescimento da fome nesses países, o que exige uma resposta urgente". Nesse contexto, muitos fóruns globais passaram a dar maior atenção aos alimentos aquáticos, que foram identificados como uma das sete prioridades para erradicar a fome.Barange explicou que essa nova importância se deve a quatro razões principais: "a composição nutricional rica e diversa dos alimentos aquáticos; sua menor pegada de carbono em comparação com os sistemas de produção animal terrestres; sua maior eficiência na conversão de alimento em biomassa em relação aos animais terrestres; e o aumento da produção".Desde 1950, o setor passou de uma produção de 20 milhões de toneladas de produtos aquáticos (para consumo humano) para 165 milhões em 2022, e continua crescendo. No entanto, para atender à crescente demanda global, a FAO estima que será necessária uma expansão de mais de 22% até 2050. Diante desse cenário, a organização desenvolveu a iniciativa de Transformação Azul, que busca maximizar o potencial dos sistemas alimentares aquáticos de maneira sustentável."As ações de transformação azul estão mudando os sistemas alimentares aquáticos para alcançar uma melhor produção, uma melhor nutrição, um meio ambiente mais saudável e melhores meios de vida, sem deixar ninguém para trás", afirmou Javier Villanueva, oficial Principal de Pesca e Aquicultura.Para saber mais, visite a página da FAO no Brasil: https://www.fao.org/brasil/pt/ , filtered_html
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27 março 2025
UNOPS fará reforma e modernização de armazéns da Conab no Paraná e Mato Grosso do Sul
O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) assinou, nesta quarta-feira, em Ponta Grossa, no Paraná, um acordo de cooperação com a Itaipu Binacional e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que viabiliza a reforma e modernização de quatro armazéns graneleiros da Conab. O projeto, que receberá mais de R$55 milhões em investimentos da Itaipu Binacional, vai ajudar a reduzir o preço dos alimentos no país e melhorar a capacidade de estocagem de alimentos. “A reforma desses armazéns vai repercutir na vida das pessoas com a redução do preço dos alimentos e queda da inflação”, afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri. “Também é um investimento muito importante para o agronegócio e, principalmente, para a agricultura familiar, que não tem lugar para guardar a sua produção, porque nem sempre dispõe de armazém", complementou Enio Verri.O UNOPS fará o projeto executivo de infraestrutura de quatro unidades da Conab: em Ponta Grossa, Cambé e Rolândia, no Paraná; e a unidade em Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Além do projeto, a unidade de Ponta Grossa terá a execução total das obras. A previsão de entrega é para 2027.Também é da responsabilidade do UNOPS fazer a gestão do projeto destinando os recursos da Itaipu na evolução das obras. “Vamos trabalhar para que sejam entregues os resultados de todos os projetos no prazo, com administração de risco e com a maior qualidade possível”, resumiu o diretor e representante do UNOPS Brasil, Fernando Cotrim Barbieri.O presidente-diretor da Conab, João Edegar Pretto, destacou a importância do investimento, principalmente para a modernização e reforma da unidade de Ponta Grossa: “É a maior unidade armazenadora da Conab, com uma capacidade de 420 mil toneladas de grãos, mas estamos utilizando apenas 300 mil toneladas por falta de recursos. Com esse investimento, vamos modernizar todo o maquinário com tecnologia de ponta e melhorar as estruturas de abastecimento.”O vice-governador do Paraná, Darci Piana, parabenizou a iniciativa e colocou o governo do Estado à disposição para eventuais parcerias: “Itaipu e UNOPS se juntaram para fazer a melhoria desses armazéns. Tudo isso é possível com a união do governo federal, do governo estadual e do municipal também.”Estoque de alimentos A Conab é uma empresa pública com sede em Brasília, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Entre suas funções, está a de subsidiar o Governo Federal com informações técnicas para embasar a tomada de decisão quanto à elaboração de políticas voltadas à agricultura, além de participar de programas voltados a comunidades que estejam em situação de insegurança alimentar e nutricional.Como cuida do estoque público, a Conab tem um papel importante na regulação do preço dos alimentos e no auxílio a iniciativas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), beneficiando tanto os produtores rurais quanto a população brasileira como um todo.A regulação acontece da seguinte forma: quando o preço do alimento cai, o governo compra do produtor, pagando o valor mínimo para que ele não tenha prejuízo. E, quando sobe para os consumidores, os estoques públicos colocam o alimento no mercado ajudando a equilibrar o valor.Para saber mais, siga @unops_official e @conab_oficial nas redes! , filtered_html
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24 março 2025
ONU cobra direito à verdade para vítimas de violações dos direitos humanos
O direito à verdade, justiça e reparação é fundamental para a construção de sociedades mais justas e pacíficas, que permitem que as causas das violações de direitos humanos sejam abordadas de forma transparente, com a responsabilização dos perpetradores e apoio às vítimas.O direito à verdade é uma força “fortalecedora e curativa” que deve ser reconhecida não só no passado, mas também no presente e no futuro, assinala o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que explica que "o reconhecimento, a justiça e a prevenção só podem começar com a descoberta e o reconhecimento dos fatos." "Sem verdade, não há justiça ou reparação." - António Guterres, secretário-geral da ONUO direito à verdade é especialmente relevante quando se trata de crimes graves, como execuções sumárias, desaparecimentos forçados, tortura e outros crimes atrozes. As famílias das vítimas têm o direito de saber o que aconteceu com seus entes queridos, quem foi responsável e as circunstâncias dessas violações. Apenas por meio dessa compreensão é possível avançar na luta por justiça e dignidade.A Luta de Monsenhor Romero Monsenhor Romero dedicou sua vida a denunciar as graves violações de direitos humanos que afligiam os mais vulneráveis em El Salvador. Sua morte, em 24 de março de 1980, é um marco na história dos direitos humanos, lembrando que a defesa dos direitos e da dignidade humana exigiu sacrifícios imensos no decorrer da históriaEm 1991, a Comissão da Verdade de El Salvador foi estabelecida para investigar atos graves de violência ocorridos desde 1980. Em seu relatório final, de 15 de março de 1993, a Comissão documentou os fatos do assassinato do Arcebispo Oscar Arnulfo Romero por forças pró-governo, os chamados “esquadrões da morte”. Ele foi morto a tiros por um assassino enquanto celebrava a missa. Imortalizada com a instituição do Dia Internacional pelo Direito à Verdade sobre as Violações dos Direitos Humanos e pela Dignidade das Vítimas, a data de seu assassinato é uma oportunidade para reconhecer as ações de outras pessoas e organizações que, como ele, se dedicaram a promover a justiça e a verdade.Compromisso da ONUO Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos defende que o direito à verdade é um direito inalienável e que os Estados têm o dever de garantir investigações eficazes e a reparação adequada para as vítimas. Em relatório publicado em 2006, a ONU Direitos Humanos concluiu que os Estados devem não apenas conduzir investigações, mas também assegurar que as vítimas e suas famílias tenham acesso à verdade.A ONU também reconhece que práticas eficazes, como o uso de arquivos históricos e programas de proteção de testemunhas, são essenciais para implementar o direito à verdade de forma plena.O Dia Internacional do Direito à Verdade é uma oportunidade de reflexão sobre a importância de garantir o direito à verdade como um pilar da justiça. Ao lembrar as vítimas, a ONU reafirma seu compromisso de prevenir futuras violações e garantir que a memória do sofrimento humano não seja apagada.Em memória a Monsenhor Romero, celebramos a coragem de todas as pessoas que, como ele, enfrentam a violência e a injustiça, buscando um mundo mais humano e igualitário.Para saber mais, visite a página para a data internacional (em inglês e espanhol) e acompanhe a cobertura da ONU News em português: https://news.un.org/pt/tags/direitos-humanos , filtered_html
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