ONU Mulheres destaca a trajetória de Marijke Velzeboer-Salcedo

No período de 2003 a 2007, Marijke exerceu o cargo de chefe do Departamento América Latina e Caribe do Fundo das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), uma das quatro organizações que deu origem à ONU Mulheres. Ela faleceu nesta segunda-feira (14). No Brasil, Marijke realizou missões para a divulgação de relatórios sobre violência contra as mulheres e seminários sobre gênero, raça e pobreza.

Marijke Velzeboer-Salcedo chefiou o Departamento de América Latina e Caribe do UNIFEM“Uma perda para todas as mulheres feministas no mundo. Encarnou o espírito latino-americano no UNIFEM e na OPAS. Uma mulher de energia e explosão”, resume Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, sobre Marijke Velzeboer-Salcedo. Ela faleceu na segunda-feira (14), nos Estados Unidos.

No período de 2003 a 2007, Marijke exerceu o cargo de chefe do Departamento América Latina e Caribe do Fundo das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), uma das quatro organizações que deu origem à ONU Mulheres. Era estadunidense de nascimento e tinha origem holandesa.

Com longa carreira na OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) e na OMS (Organização Mundial da Saúde), Marijke atuou nas áreas de gestão, execução e avaliação de programas internacionais relacionais à saúde e aos direitos reprodutivos das mulheres. Como gerente de programas, colaborou para a formação de organizações não governamentais de mulheres e juventude. Nos últimos anos, trabalhava, em Washington, como consultora internacional de Saúde e Desenvolvimento.

“Era generosa, tinha alegria e energia vital contagiantes. Foi uma grande companheira de trabalho”, diz Júnia Puglia, ex-diretora de Programas da ONU Mulheres Brasil.

Antes de retornar à OPAS como consultora, Marijke colaborou como voluntária para a campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Foi vice-presidente e co-fundada das ONGs Peoplink, na década de 1990, e promotora para a Juventude.

“Para mim, que tive a sorte de ter Marijke como minha chefa nos meus primeiros anos de carreira profissional, ela foi e sempre será um exemplo de liderança: íntegra, justa, generosa, carinhosa, bem humorada e com um enorme amor à vida, à família e às pessoas amigas. Ela deixa muitas saudades”, considera Joana Chagas, gerente de Programas da ONU Mulheres Brasil.

No Brasil, Marijke realizou missões para a divulgação de relatórios sobre violência contra as mulheres e seminários sobre gênero, raça e pobreza, ambos como chefe do Departamento América Latina e Caribe do UNIFEM.