ONU Meio Ambiente anuncia finalistas regionais do prêmio Jovens Campeões da Terra

Após receber cerca de 600 inscrições, a ONU Meio Ambiente anunciou nesta terça-feira (15) os 30 finalistas regionais da seleção que escolherá os próximos Jovens Campeões da Terra. Cada participante do concurso se inscreveu na competição com uma “grande ideia” para preservar a natureza. Caso sejam vitoriosos, eles poderão tirá-las do papel. Público poderá votar online pelos concorrentes favoritos até 31 de agosto. Em setembro, serão anunciados os seis campeões.

Prêmio Jovens Campeões da Terra receberá votos do público para escolher vencedores. Foto: PEXELS

Prêmio Jovens Campeões da Terra receberá votos do público para escolher vencedores. Foto: PEXELS

Após receber cerca de 600 inscrições, a ONU Meio Ambiente anunciou nesta terça-feira (15) os 30 finalistas regionais da seleção que escolherá os próximos Jovens Campeões da Terra. Cada participante do concurso se inscreveu na competição com uma “grande ideia” para preservar a natureza. Caso sejam vitoriosos, eles poderão tirá-las do papel. Público poderá votar online pelos concorrentes favoritos até 31 de agosto. Em setembro, serão anunciados os seis campeões.

Entre os finalistas da América Latina e Caribe, estão jovens da Colômbia, Peru, República Dominicana. Equador e El Salvador. A iniciativa das Nações Unidas visa reconhecer indivíduos de 18 a 30 anos que tenham uma trajetória excepcional na área de proteção ambiental. “O futuro do planeta depende de nossa capacidade para inovar”, disse o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, por ocasião do anúncio.

Após o encerramento da votação em meio virtual, um time de jurados levará em conta a opinião pública para escolher os vencedores da premiação. Os ganhadores receberão, cada um, 15 mil de dólares em investimentos, assessorias de especialistas, capacitações adequadas às necessidades de cada projeto e acesso a uma rede de contatos. Os Jovens Campeões também serão convidados a participar de um jantar de gala em Nairóbi, em dezembro.

“Os finalistas regionais são exemplo da paixão, do impulso e da criatividade que determinarão as mudanças por vir. Esses jovens precisam ser empoderados para que possam explorar seu potencial e dar formar ao futuro”, acrescentou Solheim.

Patrick Thomas, diretor-executivo da Covestro, empresa do setor de materiais que é parceira da premiação, afirmou estar seguro “de que muitas dessas ideias maravilhosas se tornarão realidade e avançarão para fazer do mundo um lugar mais brilhante, não apenas para nós, mas também para as gerações futuras”.

Jovens talentos latino-americanos e caribenhos

Eddy Frank Vásquez, da República Dominicana, quer conscientizar estudantes sobre a necessidade de cortar emissões de gases do efeito estufa. Seu projeto envolve ações educativas em colégios para levar discentes a reduzir sua “pegada de carbono”. Com isso, ele espera multiplicar conhecimentos sobre as mudanças climáticas, que serão transmitidos pelos alunos para amigos, crianças e familiares.

Juan Carlos Guaqueta, da Colômbia, quer criar uma plataforma online para democratizar o acesso a informações sobre água, saneamento e agricultura. O objetivo do site é oferecer mentorias e conteúdos que permitam a qualquer pessoa, em qualquer lugar, implementar técnicas e soluções envolvendo atividades produtivas do setor agrícola. O público-alvo são comunidades rurais que estão registrando um aumento no uso da internet.

Liliana Jaramillo Pazmiño, do Equador, quer promover o uso de plantas nativas na construção dos chamados telhados verdes — técnica de infraestrutura e arquitetura que implica a instalação de jardins e vegetação em coberturas de edifícios. Na concepção da finalista, espécies locais e nacionais são mais resistentes a condições climáticas extremas e podem contribuir para o retorno de outros espécimes nativos, sobretudo animais, aos centros urbanos.

Sandra Anccasi Lazo, do Peru, deseja recuperar áreas degradadas da reserva nacional do Tambopata, invadida ilegalmente por atividades de mineração. A finalista peruana quer reflorestar as regiões desmatadas, reintroduzindo árvores nativas.

Antonio Cruz Sánchez, de El Salvador, busca criar uma rede de jovens embaixadores e lideranças em sustentabilidade para promover o combate às mudanças climáticas.