ONU manifesta preocupação com prisão de 59 colombianos na Venezuela

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O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) manifestou nesta terça-feira (9) profunda preocupação com a continuidade da prisão de 59 cidadãos colombianos que foram detidos sem acusação há mais de dois anos na Venezuela, de acordo com a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani.

Protesto ocorrido no início de 2014 na Venezuela. Foto: EBC

Protesto ocorrido no início de 2014 na Venezuela. Foto: EBC

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) manifestou nesta terça-feira (9) profunda preocupação com a continuidade da prisão de 59 cidadãos colombianos que foram detidos sem acusação há mais de dois anos na Venezuela, de acordo com a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani.

Os presos, que foram detidos em diferentes operações de segurança no fim de agosto e início de setembro de 2016, estão em uma cela no centro de detenção de La Yerguara, em Caracas. As condições relatadas são terríveis, com os detentos tendo acesso insuficiente a comida, água e medicamentos, alertou Shamdasani.

“Muitos dos 59 detidos estão doentes. Um deles, William Estremor, foi, segundo seu advogado, levado à emergência de um hospital na segunda-feira (8). Ele foi então transferido para uma pequena enfermaria em Caracas a serviço da inteligência nacional. Não há atualizações sobre seu estado de saúde”, declarou.

O ACNUDH pede que as autoridades venezuelanas garantam os cuidados médicos necessários ao detido e que, em todo o sistema prisional, os presos tenham acesso a tratamento médico e medicamentos adequados.

Os 59 colombianos foram detidos durante as operações de segurança conhecidas como Operações para a Libertação do Povo (OLPs) — as quais, segundo o governo, foram planejadas para desbaratar grupos criminosos e levá-los à Justiça.

Os homens foram acusados ​​de serem paramilitares colombianos, mas, até agora, nenhuma prova ou acusação foi feita contra eles e, em novembro de 2017, um juiz venezuelano determinou que eles deveriam ser liberados incondicionalmente.

“Pedimos às autoridades venezuelanas que cumpram essa decisão e os libertem”, declarou Shamdasani.


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