ONU manifesta preocupação com informações sobre ataques químicos contra civis na Síria

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Após um período de relativa calmaria em Ghouta Oriental, na Síria, o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou no domingo (8) profunda preocupação com a retomada da violência em Douma, particularmente com as alegações de que armas químicas teriam sido usadas contra civis.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, o secretário-geral da ONU pediu que todas as partes interrompam os confrontos e obedeçam totalmente a resolução 2401 do Conselho de Segurança, adotada em fevereiro e que pediu um cessar-fogo por toda a Síria.

Amer Almohibany Ru’a, de 18 meses, é transportado na moto de seu avô em Mesraba, Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF

Amer Almohibany Ru’a, de 18 meses, é transportado na moto de seu avô em Mesraba, Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF

Após um período de relativa calmaria em Ghouta Oriental, na Síria, o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou no domingo (8) profunda preocupação com a retomada da violência em Douma, particularmente com as acusações de que armas químicas teriam sido usadas contra civis.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, o secretário-geral da ONU pediu que todas as partes interrompam os confrontos e obedeçam a resolução 2401 do Conselho de Segurança, adotava em fevereiro e que pediu um cessar-fogo por toda a Síria.

Enquanto a ONU não está na posição de verificar as acusações, o porta-voz afirmou que o secretário-geral das Nações Unidas afirmou que qualquer uso de armas químicas, se confirmado, é repugnante, e requer extensa investigação.

“Ele reiterou que não há solução militar para o conflito”, disse o porta-voz.

Guterres declarou ainda que, nas últimas 36 horas, recebeu informações indicando contínuos ataques aéreos e bombardeios em Douma que mataram civis, destruíram infraestrutura e danificaram hospitais. Também houve bombardeios contra Damasco, com morte de civis.

“É essencial que os civis sejam protegidos”, disse o porta-voz. “O porta-voz pede que todos os lados garantam respeito à lei humanitária e de direitos humanos internacional, incluindo o acesso por toda a Síria para todos aqueles em necessidade, de acordo com resoluções relevantes do Conselho de Segurança”.

Desde 11 de março, cerca de 25 mil pessoas deixaram Ghouta Oriental, buscando abrigo na nos vilarejos rurais de Damasco.

Mundo precisa reagir a ataques químicos, diz Zeid

As informações que sugerem mais um ataque químico na Síria no sábado (7), na cidade de Douma, mostram a impotência da resposta internacional aos ataques anteriores realizados no país, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, nesta segunda-feira (9).

“Depois de décadas, quando pensávamos que tínhamos banido o uso de armas químicas e biológicas, o mundo ainda está sentado tranquilamente enquanto seu uso se normaliza na Síria”, disse Zeid. “Esse encolher de ombros coletivo para mais um uso possível de uma das armas mais terríveis inventadas pelo homem é incrivelmente perigoso”.

A proibição para o uso de armas químicas não é apenas absoluto, mas foi totalmente apoiado por virtualmente todos os países do mundo. Um total de 192 Estados ratificaram a Convenção sobre Armas Químicas, que entrou em vigor em abril de 1997, tornando-a uma das convenções mais apoiadas da história.


Mais notícias de:

Comente

comentários