ONU manifesta preocupação com estado de menino palestino baleado por forças israelenses

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) expressou na semana passada (30) preocupação com o estado de saúde de um menino palestino de 9 anos baleado na cabeça por forças de segurança de Israel em 12 de julho.

Em comunicado, o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, afirmou que, embora tenha sido relatado que as forças de segurança iniciaram uma investigação interna, é preciso que autoridades “realizem uma investigação minuciosa, eficaz, imparcial e independente” sobre o incidente. Abdul Rahman Shteiwi foi atingido no que aparenta ter sido um exemplo de uso excessivo da força.

Posto de controle de Israel em Nablus. Foto: IRIN/Kobi Wolf

Posto de controle de Israel em Nablus. Foto: IRIN/Kobi Wolf

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) expressou na semana passada (30) preocupação com o estado de saúde de um menino palestino de 9 anos baleado na cabeça por forças de segurança de Israel em 12 de julho.

Em comunicado, o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, afirmou que, embora tenha sido relatado que as forças de segurança iniciaram uma investigação interna, é preciso que autoridades “realizem uma investigação minuciosa, eficaz, imparcial e independente” sobre o incidente. Abdul Rahman Shteiwi foi atingido no que aparenta ter sido um exemplo de uso excessivo da força.

O incidente ocorreu durante um protesto no vilarejo de Kafr Qaddum, próximo a Nablus, norte da Cisjordânia. Enquanto manifestantes incendiavam pneus e atiravam pedras contra as forças de segurança, soldados israelenses – que inicialmente responderam com balas de borracha e bombas de efeito moral – passaram a usar, segundo relatos, munição letal. Não há motivos aparentes que justificassem o uso de força letal.

O ACNUDH afirmou que, de acordo com diversas fontes, o menino não participava ativamente do protesto. Segundo os relatos, ele estava a mais de 100 metros do confronto e não representava uma ameaça física às forças de segurança.

O tiro na testa resultou em múltiplas fraturas no crânio, e o menino foi levado a um hospital em Nablus, sendo posteriormente transferido a um hospital israelense, onde está vivo, mas em estado grave. Exames mostram dezenas de fragmentos na cabeça do jovem, resultando em sérios danos cerebrais.

“O tiro em Abdul Rahman é um dos mais recentes em uma longa lista de incidentes no Território Palestino Ocupado, nos quais crianças e jovens ficaram feridos ou foram mortos em circunstâncias que sugerem fortemente uso de força excessiva pelos soldados”, segundo comunicado do ACNUDH.

Na cerca fronteiriça entre Israel e Gaza, após dez semanas sem vítimas fatais em manifestações, um homem de 22 anos foi baleado e morto por munição letal em 26 de julho. No mesmo período, 102 crianças, em maioria adolescentes, foram feridos por munição letal usada pelas forças de segurança na cerca.

De acordo com o ACNUDH, o “uso da força deve ser raro, e a força letal somente deve ser usada em circunstâncias em que exista uma ameaça iminente de morte ou de ferimento grave às forças da segurança ou outros indivíduos”.

O ACNUDH instou Israel a revisar as regras de engajamento de suas forças da segurança, além de garantir que estejam em linha com padrões internacionais.

“Crianças precisam receber proteção especial. Elas não podem ser miradas e não podem ser colocadas em risco de violência”, concluiu o porta-voz no comunicado.


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