ONU manifesta preocupação com atos de violência na Bolívia após eleições

A ONU anunciou nesta terça-feira (22) estar acompanhando de perto os últimos acontecimentos na Bolívia, e manifestou preocupação com relatos de uso da violência após o pleito de domingo (20) que reelegeu o presidente Evo Morales.

Durante seu encontro diário com a imprensa em Nova Iorque, o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, instou todos os líderes políticos bolivianos e seus seguidores a reduzir as tensões no país. Pediu o fim de atos violentos e a utilização de meios legais para a resolução de disputas eleitorais.

Vista de La Paz, Bolívia. Foto: Carakan/Flickr/CC

Vista de La Paz, Bolívia. Foto: Carakan/Flickr/CC

A ONU anunciou nesta terça-feira (22) estar acompanhando de perto os últimos acontecimentos na Bolívia, e manifestou preocupação com relatos de uso da violência após o pleito de domingo (20) que reelegeu o presidente Evo Morales.

Durante seu encontro diário com a imprensa em Nova Iorque, o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, instou todos os líderes políticos bolivianos e seus seguidores a reduzir as tensões no país. Pediu o fim de atos violentos e a utilização de meios legais para a resolução de disputas eleitorais.

O porta-voz pediu que todos os bolivianos ajam com moderação e mantenham o “louvável espírito cívico demonstrado ao participar das eleições”.

Segundo informações da imprensa, o principal partido da oposição questiona a contagem de votos que deu a vitória a Morales no primeiro turno da disputa eleitoral. Esta situação fez com que o candidato da oposição, Carlos Mesa, convocasse seus seguidores para protestar.

Dujarric manifestou preocupação com os atos de violência e afirmou ter certeza de que funcionários da ONU no país estão em contato com suas contrapartes no governo boliviano. Ele afirmou ainda que “a ONU está sempre disposta a ajudar caso várias partes o solicitem”.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na Bolívia pediu que os adultos participantes das manifestações desta terça-feira não exponham suas crianças e adolescentes a situações de risco e de violação de direitos.

O UNICEF também pediu às forças de segurança, tanto policiais como militares, que tomem medidas preventivas e de proteção suficientes.