ONU: Mais de 3 mil civis foram presos na Venezuela entre fevereiro e maio por participar de manifestações

A maioria foi detida por um curto período, mas 174 indivíduos ainda continuam presos, incluindo 17 estudantes universitários.

Protesto pacífico em Caracas, Venezuela, em 22 de fevereiro. Manifestações pró e contra o governo de Maduro tomaram as ruas do país. Foto: Diego Urdaneta/Flickr.com/diego440

A agência da ONU para os direitos humanos (ACNUDH) expressou preocupação com supostos relatos de violações dos direitos humanos na Venezuela. De acordo com organizações de direitos humanos no país, forças de segurança e grupos de civis armados têm atacado instalações universitárias, detendo violentamente jovens que são, por vezes, impedidos de ter acesso a advogados e familiares.

De fevereiro a maio deste ano, mais de 3 mil pessoas foram detidas em manifestações e assembleias de civis no país. A maioria foi detida apenas por um curto período, mas um procurador-geral confirmou que 174 indivíduos ainda continuam detidos, incluindo 17 estudantes universitários. Além disso, desde fevereiro ocorreram pelo menos 51 ataques a instalações universitárias pelas forças de segurança e por grupos civis armados.

“Dada a gravidade destes últimos relatórios, instamos as autoridades venezuelanas a realizar investigações imediatas sobre estas alegações e assegurar que os responsáveis encontrados ​​sejam levados à justiça”, disse o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, nesta sexta-feira (27).

“O ACNUDH em várias ocasiões pediu às autoridades que respeitem os direitos de manifestação pacífica e assembleias de civis”, disse. Ele também condenou de forma inequívoca todo tipo de violência, incluindo o uso excessivo da força por agentes de segurança.