ONU lista ações realizadas para combater COVID-19; estabelece roteiro para saída da pandemia

Em meio à crise causada pela pandemia de COVID-19, a ONU se mobilizou para salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências econômicas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a jornalistas na quinta-feira (25), falando no lançamento virtual de seu relatório de resposta da Organização à crise.

O relatório não apenas descreve as ações tomadas desde que a pandemia foi declarada, disse ele, como também oferece um roteiro para reconstruir melhor por meio de solidariedade e unidade global.

Voluntários da ONU Zâmbia em Lusaka compartilham informações sobre o novo coronavírus como parte dos esforços de sensibilização da comunidade. Foto: PNUD Zâmbia

Voluntários da ONU Zâmbia em Lusaka compartilham informações sobre o novo coronavírus como parte dos esforços de sensibilização da comunidade. Foto: PNUD Zâmbia

Em meio à crise causada pela pandemia de COVID-19, a ONU se mobilizou para salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências econômicas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a jornalistas na quinta-feira (25), falando no lançamento virtual de seu relatório de resposta da Organização à crise.

O relatório não apenas descreve as ações tomadas desde que a pandemia foi declarada, disse ele, como também oferece um roteiro para reconstruir melhor por meio de solidariedade e unidade global.

“A pandemia expôs desigualdades graves e sistêmicas. E ressaltou as fragilidades do mundo em geral – não apenas diante de outra emergência de saúde, mas também da crise climática, da ilegalidade no ciberespaço e dos riscos de proliferação nuclear novamente”, afirmou.

Diferentes frentes de combate

O relatório revela como a ONU vem travando a batalha contra a COVID-19 em muitas frentes.

A resposta foi centrada em três pilares: saúde humana, recuperação e abordagem dos aspectos socioeconômicos, humanitários e de direitos humanos da pandemia.

Guterres informou que a ONU enviou mais de 250 milhões de itens de equipamentos de proteção individual destinados a profissionais de saúde em mais de 130 países.

A Organização colocou sua rede de cadeia de suprimentos a serviço dos Estados-membros, e estabeleceu centros aéreos globais que entregaram quase 70 mil metros cúbicos de produtos médicos apenas nas últimas seis semanas.

Também está apoiando a pesquisa sobre o desenvolvimento de uma “vacina popular” disponível e acessível para a doença, e lançou a campanha Verificado para combater a “praga da desinformação” em torno da COVID-19.

“Meu apelo por um cessar-fogo global foi endossado por quase 180 países, mais de 20 grupos armados, líderes religiosos e milhões de membros da sociedade civil. A dificuldade é implementá-lo”, afirmou o secretário-geral.

“Meus enviados especiais e eu estamos trabalhando juntos para estabelecer cessar-fogo efetivos e fazendo todo o possível para superar o legado de conflitos duradouros com profunda desconfiança entre as partes e atores com interesse em disrupções.”

Caminho sem volta

O relatório foi lançado às vésperas do 75º aniversário da adoção da Carta das Nações Unidas, o documento fundador da Organização.

A comemoração deste ano chega em um momento de “colossal agitação e risco globais”, como observou Guterres, à medida que a pandemia se aprofunda com quase 10 milhões de casos confirmados, perturbações climáticas, protestos contra a injustiça racial e crescentes desigualdades.

Olhando para além da pandemia, o secretário-geral sublinhou o forte compromisso da ONU em liderar os esforços de renovação.

“Não podemos voltar ao que era e simplesmente recriar os sistemas que agravaram a crise”, enfatizou.

“Precisamos reconstruir melhor com sociedades e economias mais sustentáveis, inclusivas e com igualdade de gênero.”

O secretário-geral apelou ao multilateralismo eficaz e inclusivo. Ele instou os países a reimaginar as maneiras pelas quais cooperam e a recorrer às “contribuições indispensáveis” de sociedade civil, empresas, jovens e outros.

“O problema não é que o multilateralismo não esteja à altura dos desafios que o mundo enfrenta. O problema é que o multilateralismo de hoje carece de escala, ambição e dentes. E alguns dos instrumentos que possuem dentes mostram pouco ou nenhum apetite para morder, como recentemente ocorreu com as dificuldades enfrentadas pelo Conselho de Segurança”, afirmou ele, destacando o fracasso em chegar a um consenso sobre questões cruciais entre os cinco membros permanentes.

Ele observou que “era difícil ter uma transformação significativa dos mecanismos de governança global sem a participação ativa das potências mundiais – e, deixe-me ser franco, seus relacionamentos hoje nunca foram tão disfuncionais”.

“Precisamos dar ao multilateralismo as capacidades para enfrentar nossos desafios, não apenas para atender às necessidades imediatas, mas para permitir que as gerações futuras atendam às delas.”

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).