ONU lembra necessidade de países melhorarem coleta de dados sobre desastres

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No Dia Internacional para a Redução de Desastre, 13 de outubro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que a data deste ano — marcada pelo devastador terremoto seguido de tsunami na Indonésia — mostrou a urgência de melhorar a resiliência e o controle de riscos nos países.

“Desastres têm um alto custo humano”, disse Guterres. “Milhões de pessoas são deslocadas a cada ano, perdendo suas casas e empregos por causa de eventos climáticos extremos e terremotos”, salientou.

“No entanto, nem todos os países relatam sistematicamente as perdas econômicas de grandes eventos de desastre, de acordo com um novo relatório preparado pelo Escritório da ONU para Redução de Risco de Desastres.”

Carros e casas danificadas no Parque Nacional de Balaroa, em Palu, na Indonésia, após terremoto seguido de tsunami ocorrido em setembro. Foto: UNICEF/Arimacs Wilander

Carros e casas danificadas no Parque Nacional de Balaroa, em Palu, na Indonésia, após terremoto seguido de tsunami ocorrido em setembro. Foto: UNICEF/Arimacs Wilander

No Dia Internacional para a Redução de Desastre, 13 de outubro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que a data deste ano — marcada pelo devastador terremoto seguido de tsunami na Indonésia — mostrou a urgência de melhorar a resiliência e o controle de riscos nos países.

“Desastres têm um alto custo humano”, disse Guterres. “Milhões de pessoas são deslocadas a cada ano, perdendo suas casas e empregos por causa de eventos climáticos extremos e terremotos”, salientou.

“No entanto, nem todos os países relatam sistematicamente as perdas econômicas de grandes eventos de desastre, de acordo com um novo relatório preparado pelo Escritório da ONU para Redução de Risco de Desastres.”

Segundo Guterres, este ano o Dia Internacional tem como objetivo enfatizar a necessidade de os Estados-membros melhorarem a coleta de dados sobre desastres, incluindo uma contabilidade abrangente das perdas econômicas.

“Isso é crucial para o progresso na prevenção de crises”, declarou. “Por exemplo, uma melhor compreensão das perdas econômicas causadas por eventos climáticos extremos pode ajudar a gerar maior ação sobre as mudanças climáticas e aumentar a ambição de reduzir as emissões de gases de efeito estufa”.

“Medir as perdas econômicas também pode motivar os governos a fazer mais para alcançar as metas do Marco de Sendai para Redução de Risco de Desastres, que busca uma redução substancial nas perdas por desastres até 2030.”

De acordo com Guterres, reduzir as perdas econômicas dos desastres tem o poder de transformar vidas e contribuir para a erradicação da pobreza. “Ao lembrarmos o Dia Internacional para a Redução de Desastre, reafirmemos nosso compromisso com esse esforço vital”.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).

Mensagem da UNESCO

Em mensagem para a data, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lembrou que, graças a suas atividades nas áreas de educação, ciências humanas e sociais, ciências naturais, cultura, assim como de comunicação e informação, apoia os Estados-membros na implementação do Marco de Ação de Sendai para a Redução de Risco de Desastres, estabelecido pelas Nações Unidas e alinhado à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e ao Acordo de Paris sobre Mudança Climática.

A UNESCO também está envolvida na redução das perdas econômicas por meio do desenvolvimento de sistemas de monitoramento e de alerta precoce em caso de tsunamis, inundações, terremotos e secas. Ao mesmo tempo, a Organização fornece aos Estados-membros o apoio técnico necessário para assegurar a construção de um ambiente resiliente, especialmente para famílias de baixa renda, escolas e sítios reconhecidos pela UNESCO. A organização está conduzindo estudos sobre os diferentes fatores que levam a desastres, a fim de limitar seus efeitos.

“A atenuação dos efeitos provocados pelas catástrofes e os investimentos realizados em ações preventivas proporcionam um impacto positivo nas economias, nos âmbitos local, nacional e mundial. Portanto, unamos nossas forças para apoiar os Estados-membros na implementação dessa estratégia”, disse a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, em comunicado.


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