ONU lembra 50 anos do julgamento de oficial nazista em Israel

Série de eventos em Nova York reúne acadêmicos, ativistas e sobreviventes para analisar aspectos psicológicos, sociais e legais do tribunal de Adolf Eichmann.

Há 50 anos, o oficial nazista e um dos principais organizadores do Holocausto Adolf Eichmann foi julgado em Israel. Para marcar a data, as Nações Unidas organizaram na segunda-feira (23/04) uma série de eventos e debates na sua sede em Nova York.

Acadêmicos, ativistas que cobriram o evento e sobreviventes do Holocausto como o Mensageiro da Paz das Nações Unidas, Elie Wiesel, analisaram os aspectos psicológicos, sociais e legais do tribunal.

Além disso, a mostra “Comigo estão seis milhões de acusadores: O julgamento de Eichmann em Jerusalém” está em exibição na entrada da sede da ONU em Nova York desde a semana passada.

O Governo israelense e as Nações Unidas anunciaram ainda um programa de bolsa de estudos sobre o Holocausto no centro de pesquisa Yad Vashem, em Jerusalém.

“O tribunal de Eichman foi uma virada na História do Holocausto e deu uma voz e um rosto para as milhões de pessoas que haviam sido perseguidas sob o regime nazista”, afirmou o Vice-Diretor de Parcerias e Envolvimento Público do Departamento de Informação Pública das Nações Unidas, Ramu Damodaran.

Após a 2ª Guerra Mundial, Eichman fugiu para a Argentina e viveu até 1960 quando foi capturado por Israel e levado à Corte israelense por 15 acusações criminais, incluindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Ele foi considerado culpado e executado por enforcamento em 1962. O oficial nazista é a única pessoa a ter sido executada em Israel por meio de uma condenação no tribunal civil.