ONU lança vídeo para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+

“Como podemos criar um ambiente onde as pessoas LGBTI+ se sintam cada vez mais livres para ser quem elas são?”

Esta é uma das perguntas que o Sistema ONU levanta no terceiro e último vídeo da série Capital Trans: O que a sua empresa tem feito para acolher a diversidade?, lançado sexta (26) como parte das celebrações do Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, comemorado mundialmente no dia 28/6.

O vídeo reforça as mensagens de promoção dos direitos das pessoas LGBTI+ no Brasil, especialmente num momento em que a marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI+) colocam estas pessoas entre as mais expostas à pandemia da COVID-19.

Ariadne Ferreira, assessora de apoio comunitário do UNAIDS. Foto: UNAIDS

“Como podemos criar um ambiente onde as pessoas LGBTI+ se sintam cada vez mais livres para ser quem elas são?

Esta é uma das perguntas que o Sistema ONU levanta no terceiro e último vídeo da série Capital Trans: O que a sua empresa tem feito para acolher a diversidade?, lançado sexta (26) como parte das celebrações do Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, comemorado mundialmente no dia 28/6.

O vídeo reforça as mensagens de promoção dos direitos das pessoas LGBTI+ no Brasil, especialmente num momento em que a marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI+) colocam estas pessoas entre as mais expostas à pandemia da COVID-19.

Nesta terça-feira, 30/6 às 17h, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a iniciativa Livres & Iguais farão uma live nas redes sociais com Maitê Schneider, uma das fundadoras da iniciativa Transempregos, para debater os temas abordados na série Capital Trans. Os detalhes do bate-papo serão divulgados através das redes sociais: @onubrasil, @oitbrasil e @unaidsbrasil nos próximos dias.

“Sou uma das fundadoras da Transempregos, um projeto que faz a inclusão de pessoas trans no Mercado de trabalho, diminuindo os vezes que as empresas têm em relação a preconceitos por não conhecer a questão trans, principalmente”, diz Maitê Schneider. “Ao mesmo tempo, [o Transempregos busca] ser o maior banco de currículos para fazer a inserção dessas pessoas dentro deste universo, tanto corporativista quanto de empreendedorismo.”

 

Mercado de trabalho em tempos da COVID-19

No mercado de trabalho, as questões LGBTI+ aparecem cruzadas com questões de gênero, raça, e outras vulnerabilidades que se somam neste processo. A série Capital Trans tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a necessidade de garantirmos que as medidas de apoio para mitigar o impacto socioeconômico desta crise tenham como foco esta parcela da população, comprovadamente mais propensa ao desemprego e à pobreza que a população em geral.

Muitas pessoas LGBTI+ trabalham no setor informal e não têm acesso a licença médica remunerada, indenização por desemprego e nem cobertura de proteção social. A pandemia da COVID-19 torna este quadro ainda mais grave, impondo desafios até então inimagináveis para esta parcela da população e para governos, empresas, organismos internacionais e demais atores envolvidos a fim de que encontrem soluções inclusivas.

“A gente não está trabalhando para que essas pessoas sejam mais especiais que as outras, mas para que suas vidas sejam protegidas”, diz o vídeo em um dos trechos.

A web-série Capital Trans, criada no Brasil pela campanha da ONU Livres & Iguais, em parceria com a iniciativa #ZeroDiscriminação, do UNAIDS, busca inspirar as pessoas por meio do compartilhamento de exemplos de empresas empenhadas no enfrentamento à discriminação contra pessoas trans no ambiente de trabalho, no mercado e na comunidade.

Em maio, como parte das celebrações do IDAHOTBIT (Dia Internacional contra a LGBT-fobia), a iniciativa destacou o vídeo “Qual o impacto da diversidade no ambiente de trabalho?”, que mostra como Diversas empresas têm desenvolvido ações específicas para atrair pessoas trans para suas vagas, buscando, ao mesmo tempo, sensibilizar seus funcionários para a importância deste acolhimento.

Neste contexto de inúmeros obstáculos globais para a saúde e a economia, a web-série Capital Trans busca trazer uma luz sobre a importância do respeito aos Padrões de Conduta da ONU para empresas no enfrentamento da discriminação contra pessoas LGBTI+.

Criado há três anos pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH), em colaboração com o Institute for Human Rights and Business, estes padrões oferecem cinco passos essenciais para que empresas consigam alinhar suas políticas e práticas aos padrões internacionais de direitos humanos das pessoas LGBTI+. Atualmente, mais de 300 empresas já declararam apoio a estes princípios.

Assista também ao primeiro vídeo da série Capital Trans, lançado dia 29 de janeiro (Dia Nacional da Visibilidade Trans): “Você já trabalhou com uma pessoa trans?”