ONU lança plano de US$ 550 mi para ajuda humanitária no Afeganistão

A ONU e parceiros lançaram na segunda-feira (23) um plano de resposta humanitária para o Afeganistão no valor 550 milhões de dólares para apoiar a população mais vulnerável e marginalizada do país em 2017.

Ônibus carregando famílias afegãs retornando do Paquistão em fronteira na província de Kandahar em janeiro de 2017. Foto: OIM

Ônibus carregando famílias afegãs retornando do Paquistão em fronteira na província de Kandahar em janeiro de 2017. Foto: OIM

A ONU e parceiros lançaram na segunda-feira (23) um plano de resposta humanitária para o Afeganistão no valor 550 milhões de dólares para apoiar a população mais vulnerável e marginalizada do país em 2017.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o plano, que visa a promover assistência emergencial como abrigo, alimentação, cuidados de saúde, nutrição, água potável e saneamento, pretende alcançar cerca 5,7 milhões de pessoas em necessidade.

Além disso, o fundo dedicará 240 milhões de dólares a intervenções que ajudam refugiados afegãos e pessoas que retornaram ao país.

Segundo a agência da ONU, o contínuo aprofundamento e a disseminação geográfica do conflito no Afeganistão levou a um aumento de 13% no número de pessoas que precisam de ajuda humanitária, chegando a 9,3 milhões em 2017.

O país continua sendo um dos locais mais perigosos e violentos do mundo. As 8.397 vítimas civis nos primeiros nove meses de 2016 marcaram o maior recorde desde 2009, incluindo um aumento de 15% nas vítimas de crianças desde 2015.

Em 2016, o conflito levou a níveis sem precedentes de deslocamento, atingindo meio milhão em novembro — o maior número registrado até o momento.

Em média, todos os dias, cerca de 1,5 mil pessoas são forçadas a deixar suas casas devido à violência no país.

O ano passado também registrou o retorno sem precedentes de cerca de 600 mil refugiados registrados e afegãos sem documentados do Paquistão.

Sem perspectivas para melhoria da situação, é provável que 2017 veja pelo menos 450 mil novas pessoas deslocadas internamente e centenas de retornos afegãos do Paquistão e do Irã.