ONU lança inquérito especial para investigar ataque a missão de paz na RD Congo

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Investigação terá por prioridade a apuração dos fatos ocorridos em 7 de dezembro, quando 15 capacetes-azuis morreram e 43 ficaram feridos em uma ataque à missão de paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo.

Ofensiva foi a que mais matou militares servindo sob a bandeira da ONU nas últimas décadas. Um soldado continua desaparecido.

Cerimônia em Beni, na República Democrática do Congo, em tributo aos capacetes-azuis mortos em ataque à missão de paz da ONU no início de dezembro de 2017. Foto: MONUSCO/Alain Coulibaly

Cerimônia em Beni, na República Democrática do Congo, em tributo aos capacetes-azuis mortos em ataque à missão de paz da ONU no início de dezembro de 2017. Foto: MONUSCO/Alain Coulibaly

As Nações Unidas instauraram uma investigação especial sobre ataques cometidos contra soldados da missão de paz da ONU na República Democrática do Congo. Inquérito terá por prioridade a apuração dos fatos ocorridos em 7 de dezembro, quando 15 capacetes-azuis morreram e 43 ficaram feridos. Ofensiva foi a que mais matou militares servindo sob a bandeira da ONU nas últimas décadas. Um soldado continua desaparecido.

Os mortos pertenciam ao batalhão da Tanzânia que serve à Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo, a MONUSCO.

Na noite da última sexta-feira (5), o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou, por meio de seu porta-voz, a escolha do russo Dmitry Titov para liderar o inquérito. Especialista trabalha na ONU desde 1991 e acumula vasta experiência no Departamento de Operações de Paz da Organização. A equipe de investigação examinará as circunstâncias do ataque, avaliará o preparo e a resposta da MONUSCO e fornecerá recomendações sobre como prevenir ações do tipo.

Os trabalhos começam já neste mês de janeiro, com os profissionais do organismo investigativo indo até a RD Congo e visitando também países da região africana dos Grandes Lagos. Além de oficiais da ONU, dois militares da Tanzânia fazem parte do painel.


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