ONU lança campanha para aumentar envolvimento das comunidades na luta contra o ebola

Assistentes sociais vão de porta em porta falar com os moradores em Freetown, capital de Serra Leoa. Foto: UNICEF/Tanya Bindra

Com as novas estatísticas sobre o surto de ebola refletindo uma interrupção no declínio de contágio da doença na África Ocidental, a ONU começou, nesta quinta-feira (23), uma campanha para envolver mais mulheres – que foram desproporcionalmente afetadas pela doença – assim como os curandeiros tradicionais locais, para incentivar o envolvimento das comunidades para zerar as taxas de infecção.

“O declínio nos casos confirmados do ebola foi interrompido durante as últimas três semanas”, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) em sua última atualização. “Para acelerar o declínio em direção a zero casos será preciso um envolvimento mais forte da comunidade, melhorar o rastreamento dos contatos e um identificação mais rápida dos casos”.

Como parte do esforço, a Resposta de Emergência do Ebola das Nações Unidas (UNMEER) relatou que “devido à evidência de que as mulheres são mais afetadas pelo ebola (56,7%) do que os homens (43,35), a UNMEER está colaborando com a ONU Mulheres e a Associação de Jornalistas de Serra Leoa para trazer mulheres para o centro da resposta ao ebola, focando na comunidade, em jovens, religiosos e líderes femininas.

Segundo a OMS, mais de 26 MIL casos de ebola foram relatados na Guiné, Libéria e Serra Leoa, com mais de 10.800 mortes. A agência também disse que 21 novos casos confirmados foram relatados na Guiné, 12 em Serra Leoa e nenhum na Libéria, no relatório dos últimos sete dias.