ONU lamenta morte de jovem homossexual chileno assassinado por grupo neonazista

O assassinato de Daniel Zamudio reflete a gravidade e prevalência da violência homofóbica no mundo, como destaca recente relatório do ACNUDH.

Daniel Zamudio (Governo do Chile)

No Chile, um homossexual de 24 anos de idade, Daniel Zamudio, morreu na última terça-feira (27/03) 25 dias depois de ser brutalmente atacado por grupo neonazista, em um parque de Santiago. Ele foi torturado durante uma hora por seus atacantes, que apagaram cigarros em seu corpo, gravaram suásticas e o mutilaram de outras formas.

“Lamentamos o ato violento e criminoso que tirou a vida deste jovem e pedimos ao congresso do Chile para passar uma lei contra a discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero, em plena conformidade com as normas internacionais de direitos humanos”, ressaltou o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rubert Colville.

O incidente chocou a opinião pública no Chile, com centenas de chilenos reunidos em vigílias fora do hospital onde Zamudio foi acolhido após o ataque. O crime provocou debates sobre as ofensas com base na homofobia e a população fez um pedido ao parlamento para aprovar uma lei contra a discriminação, que está atualmente no congresso chileno, pendente de aprovação pela Câmara dos Deputados.

O assassinato de Daniel Zamudio reflete a gravidade e prevalência da violência homofóbica no mundo, como destaca o recente relatório do ACNUDH.