ONU lamenta morte de ativista perseguido por autoridades da China

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O chefe de direitos humanos das Nações Unidas, Zeid Ra’ad Al Hussein, expressou nesta terça-feira (13) “profunda tristeza” com a notícia de que o chinês Liu Xiaobo, um ativista pela democracia no país asiático, morreu aos 61 anos.

“O movimento dos direitos humanos na China e em todo o mundo perdeu um campeão de princípios, alguém que dedicou sua vida a defender e promover os direitos humanos, de forma pacífica e consistente, e que foi encarcerado por defender suas crenças”, disse Zeid sobre o ativista ganhador do Nobel da Paz.

Foto: Liu Xia

Foto: Liu Xia

O chefe de direitos humanos das Nações Unidas, Zeid Ra’ad Al Hussein, emitiu um comunicado nesta terça-feira (13) expressando “profunda tristeza” com a notícia de que o chinês Liu Xiaobo, um ativista pela democracia no país asiático, morreu aos 61 anos.

“Envio minhas sinceras condolências e respeitos mais profundos para sua esposa, Liu Xia, para sua família e amigos, e espero que eles possam honrá-lo de acordo com seus desejos”, disse Zeid, alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos.

“O movimento dos direitos humanos na China e em todo o mundo perdeu um campeão de princípios, alguém que dedicou sua vida a defender e promover os direitos humanos, de forma pacífica e consistente, e que foi encarcerado por defender suas crenças”, disse Zeid na nota.

Liu Xiaobo foi encarcerado em 2009 após pedir reformas políticas na China. Em 2010, foi-lhe concedido o Prêmio Nobel da Paz pela sua “longa e não violenta luta pelos direitos humanos fundamentais na China”.

“Liu Xiaobo e Liu Xia foram um casal corajoso e absolutamente dedicados um ao outro. Exorto as autoridades chinesas a garantir a liberdade de circulação de Liu Xia e permitir que ela viaje para o exterior, se assim o desejar”, acrescentou Zeid.

“Liu Xiaobo foi a verdadeira encarnação dos ideais democráticos e não violentos que ele ardentemente preconizava. Apesar da prisão e separação da esposa que ele amou, o que poderia ter alimentado raiva e amargura, Liu Xiaobo declarou que ele não tinha ódio por aqueles que o perseguiram e processaram”, afirmou o chefe de direitos humanos da ONU.

Zeid afirmou que o ativista chinês representou a definição de “coragem cívica e dignidade humana”, um “poeta e intelectual que queria e buscou um futuro melhor para o seu país”.

“Um homem que, apesar de tudo o que sofreu, continuou a defender as políticas de paz. Ele foi e continuará a ser uma inspiração e um exemplo para todos os defensores dos direitos humanos”, concluiu Zeid.

Semana passada, a ONU pediu acesso urgente a Liu Xiaobo por sua condição de saúde. O ativista foi recentemente diagnosticado com câncer de fígado em fase terminal, ao mesmo tempo em que as autoridades chineses não permitiam que ele deixasse o país.


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