ONU investiga próprios policiais por denúncias de exploração sexual infantil no Haiti

Um membro da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) e outro da Unidade de Polícia Formada (FPU) são suspeitos e foram afastados de suas funções. Equipe especial está no país para cuidar do caso.

As Nações Unidas investigam dois casos de exploração sexual infantil no Haiti por parte das forças policiais da ONU. O primeiro envolve a Polícia das Nações Unidas (UNPOL) na capital Porto Príncipe. O segundo teria participação da Unidade de Polícia Formada (FPU) em Gonaïves.

Dois suspeitos, de nacionalidades não divulgadas, foram afastados de suas funções para prevenir contato com a população e para não atrapalharem as investigações. “As Nações Unidas estão indignadas com essas acusações e assumem a sua responsabilidade para lidar com elas muito a sério”, afirmou o Porta-Voz da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), Martin Nesirky, na segunda-feira (23/01).

Os países contribuintes envolvidos já foram avisados sobre o ocorrido. No entanto, as investigações serão de responsabilidade das Nações Unidas. Uma equipe da ONU está desde sábado (21/01) no Haiti para cuidar do caso.

“Quero reiterar meu comprometimento em apoiar a política de tolerância zero contra abusos de membros da Missão. (…) Esse comprometimento é necessário ao entrar nas Nações Unidas, em qualquer lugar do mundo. Continuaremos a tomar estritas medidas para garantir, se for o caso, que os perpetradores de tais atos sejam punidos com a maior severidade”, defendeu o Chefe da MINUSTAH e Representante Especial do Secretário-Geral, Mariano Fernández.