ONU intensifica controle nas fronteiras de países afetados pelo ebola para controlar alastramento

Apesar da estabilidade nos números, a OMS advertiu que região ocidental de Serra Leoa é mais impactada neste momento. ONU intensifica sua ajuda no local para controlar o contágio.

Pacientes que se recuperam do ebola atam um laço em uma árvore ao deixar o Centro de Tratamento de Maforki em Port Loko, Serra Leona. UN Photo/Martine Perret

Pacientes que se recuperam do ebola atam um fita em uma árvore ao deixar o Centro de Tratamento de Maforki em Port Loko, Serra Leona. Foto: ONU/Martine Perret

O registro de casos de ebola nos países da África Ocidental está flutuando na Guiné, diminuindo na Libéria e mostrando sinais de redução em Serra Leoa, anunciou a Organização Mundial da Saúde nesta quarta-feira (31). Para controlar a disseminação da doença entre as fronteiras porosas desses países, o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) está construindo postos de controle e fornecendo material e logística para melhorar as patrulhas limítrofes.

No entanto, o chefe da Missão da ONU para a Resposta de Emergência ao Ebola (UNMEER), Anthony Banbury, reconheceu a dificuldade de conseguir levar trabalhadores para ajudar comunidades nessas áreas remotas. No total, 678 trabalhadores de saúde foram infectados pelo ebola até 28 de dezembro de 2014 e 382 faleceram em decorrência da doença.

Apesar da estabilidade nos números, a OMS advertiu que região ocidental de Serra Leoa é mais impactada neste momento. A Organização Mundial da Saúde, o governo e outras agências da ONU estão intensificando os esforços no país para quebrar as cadeias de transmissão, identificar casos para isolamento precoce e tratamento e promover enterros seguros.

Até a data mais de 20 mil pessoas foram contagiadas e, pelo menos, 7,8 mil morreram em decorrência da doença.