ONU intensifica ajuda de emergência para Somália

Programa Mundial de Alimentos (PMA) declarou nesta quinta-feira (21/07) que vai começar a enviar suprimentos vitais para a Somália através de transportes aéreos, além de abrir novas rotas terrestres para levar ajuda a milhões de necessitados no país.

Milhares de deslocados pela seca na Somália estão buscando abrigo na capital Mogadíscio. Foto: ONU.

Milhares de deslocados pela seca na Somália estão buscando abrigo na capital Mogadíscio. Foto: ONU.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) declarou nesta quinta-feira (21/07) que vai começar a enviar suprimentos vitais para a Somália através de transportes aéreos, além de abrir novas rotas terrestres para levar ajuda a milhões de necessitados no país.

Na quarta-feira (20) a ONU anunciou que duas regiões do país do Chifre da África estão em situação de fome e pediu por mais recursos e suprimentos de ajuda, que devem ser enviados com urgência.

“Há uma situação de vida ou morte aqui na Somália”, alertou a Diretora Executiva do PMA, Josette Sheeran, durante uma visita à capital do país, Mogadíscio. Ela afirmou que as pessoas no sul do país estão muito doentes e fracas para buscar alimentos, e disse que a agência está trabalhando para encontrar a melhor maneira de enfrentar suprimentos de ajuda o mais rápido possível.

Crise afeta metade da população

Estima-se que quase a metade da população somali – 3,7 milhões de pessoas – esteja sofrendo com a crise, a maioria no sul do país. O PMA atualmente alcança 1,5 milhão de pessoas e busca abranger um número maior em regiões ainda não acessíveis. A agência elogiou a recente declaração do grupo Al-Shabaab, que controla áreas do sul da Somália, de que a ajuda humanitária agora terá o acesso permitido na região.

O Subsecretário-Geral para Assuntos Políticos, B. Lynn Pascoe, também visitou a Somália com o objetivo de mostrar solidariedade às pessoas do país. Ele se reuniu com lideranças somalis para discutir uma séries de questões políticas. “Esta é uma fome terrível, crianças estão literalmente morrendo nas estradas, há uma desnutrição generalizada”, declarou Pascoe ao retornar de sua viagem.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), os atuais conflitos e a seca recente forçaram mais de 160 mil somalis a buscar ajuda em países vizinhos. A agência intensificou seus esforços na região para reduzir o tempo de espera, registrar os recém-chegados e assegurar que as pessoas recebam refeições, além de fornecer ajuda especialmente para crianças e mulheres grávidas.

Como ajudar

Doações podem ser feitas por meio do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, clicando aqui), do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR, clicando aqui) – escolher Somália -, do Programa Mundial de Alimentos (PMA, clicando aqui) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, clicando aqui).