ONU incentiva gestão apropriada de combustível irradiado e resíduos radioativos

Para não causar danos à saúde e meio ambiente, os rejeitos nucleares devem ser ficar isolados com segurança até que deixem de emitir radiação. O diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, reforçou a importância de uma gestão integral, desde a produção até o seu correto descarte.

Inspetores da AIEA e da Euratom examinam tanque de combustível irradiado na Usina de Energia Nuclear de Dukovany, República Tcheca, em novembro de 2012. Foto: AIEA / Petr Pavlicek

Inspetores da AIEA e da Euratom examinam tanque de combustível irradiado na Usina de Energia Nuclear de Dukovany, República Tcheca, em novembro de 2012. Foto: AIEA / Petr Pavlicek

Projetando que o uso da energia nuclear vai continuar a crescer nas próximas décadas, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu nesta segunda-feira (15) aos países com programas de energia nuclear para compartilhar o seu conhecimento em combustível irradiado e em gerenciamento dos resíduos radioativos com países menos experientes.

“O volume de combustível irradiado também vai continuar a crescer e é essencial que seja gerido com segurança”, disse o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, aos participantes na Conferência Internacional sobre a gestão do combustível irradiado a partir de reatores nucleares, que vai até 19 de junho na sede da AIEA em Viena, Áustria.

Para não causar danos à saúde e meio ambiente, os rejeitos nucleares devem ser ficar isolados com segurança até que deixem de emitir radiação. Amano declarou que AIEA fornece amplo suporte a países que estejam considerando, ou empreendendo, programas de energia nuclear e observou que, em suas reuniões com os líderes destes países recém-chegado, ele enfatiza a importância vital de ter planos integrais para a gestão do combustível irradiado e para os resíduos radioativos, desde sua produção até o seu correto descarte.

“Ainda vão passar alguns anos antes dos primeiros depósitos geológicos profundos de combustível nuclear irradiado se tornam operacionais”, explicou Amano. “Mas os progressos realizados nesta área merecem ser mais conhecidos”.