ONU-Habitat lança campanha global para melhorar condições de vida nas favelas

Nova campanha da agência das Nações Unidas para habitação tem como objetivo arrecadar recursos para iniciativas público-privadas que melhorem as condições de vida nas favelas do mundo.

Vista da Favela Jaqueline, no distrito de Vila Sônia (São Paulo, Brasil). Foto: Wikicommons/Dornicke

Vista da Favela Jaqueline, no distrito de Vila Sônia (São Paulo, Brasil). Foto: Wikicommons/Dornicke

A agência das Nações Unidas para a habitação, a ONU-Habitat, por meio do Programa de Melhoramento de Bairros Precários, iniciou no início deste mês a campanha “Levante pelos moradores de favelas – transformando a vida de 1 bilhão de pessoas”, com a meta de melhorar as condições de vida nas favelas do mundo.

O lançamento ocorreu durante reunião temática da Habitat III – Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia, ocorrida em Pretória, na África do Sul, no início de abril.

O evento contou com a presença de moradores de bairros precários e delegados dos governos locais e nacionais, além de representantes do setor privado, da academia, de organizações não-governamentais e de meios de comunicação.

O objetivo da iniciativa público-privada é melhorar as condições de vida nas favelas por meio de contribuições financeiras. “A campanha ‘Levante pelos moradores de favelas’ dá boas-vindas às alianças estratégicas que possam impulsionar a prosperidade dos moradores de favelas e também contribuir para a prosperidade de toda a cidade”, disse o diretor de programas da ONU-Habitat, Alioune Badiane.

“Os desafios são enormes, já que atualmente mais de 1 bilhão de pessoas moram em favelas”, disse Badiane. “No entanto, acredito que esta campanha injeta um novo ânimo para uma mudança fundamental. Isso fará com que reconheçamos a situação dos moradores e para integrá-los nas políticas de planejamento em favor dos pobres. A transformação de 1 bilhão de vidas até 2030 deve ser nossa herança compartilhada.”

A iniciativa já despertou o interesse do Grupo dos Estados da África, do Caribe e do Pacífico (ACP) e da Comissão Europeia, que se comprometeram a apoiar a campanha.