ONU-Habitat destaca grande participação da América Latina no Prêmio Dubai de Melhores Práticas

O prêmio reconhece experiências inovadoras e sustentáveis na região. Participantes da América Latina são os mais engajados e o Brasil já recebeu a máxima distinção sete vezes.

O projeto Cidades sem Fome de São Paulo foi um dos vencedores do prêmio em 2010. Foto: Organização Cidades sem Fome

O projeto Cidades sem Fome de São Paulo foi um dos vencedores do prêmio em 2010. Foto: Organização Cidades sem Fome

Os oito membros do comitê técnico do Prêmio Internacional de Dubai de Melhores Práticas se reunirão em setembro para revisar as 405 candidaturas recebidas para o prêmio. O comitê fará uma pré-seleção daquelas que verdadeiramente refletem conquistas sustentáveis de experiências inovadoras nas cidades e regiões. As propostas selecionadas serão enviadas para o júri internacional que anunciará os 12 finalistas em uma cerimônia em novembro em Dubai.

Criado em 1995, o prêmio acontece a cada dois anos através de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a cidade de Dubai e o governo dos Emirados Árabes Unidos. Os critérios de avaliação dos projetos passam pelo impacto, a sustentabilidade e a capacidade para estabelecer associação. Além disso, leva-se em consideração componentes como equidade de gênero, inclusão social, transferência, liderança, inovação no contexto local e fortalecimento comunitárias.

Em outras cerimônias, sete projetos brasileiros receberam a máxima distinção por ações realizadas no âmbito do combate à fome; em segurança, direitos humanos e cidadania; gênero e inclusão social; juventude; moradia; conservação de água e na luta da exploração do trabalho infantil. Todas as práticas que receberam algum tipo de reconhecimento desde a criação do prêmio estão reunidas em uma base de dados grátis para consulta de qualquer pessoa.

Este ano, a América Latina reúne o maior número de candidaturas enviadas , apresentado um total de 43% de iniciativas, seguida de 26% da Ásia e Pacífico, 20% da Europa, 5% dos Estados Árabes, 4% da África e 2% do Caribe e América do Norte. Para a coordenadora do Foro Iberoamericano de Melhores Prácticas, Carolina Guimarães, essa grande participação demonstra, outra vez, que a região é “um laboratório de práticas inovadoras em diversos temas”.

“É importante destacar el trabalho do Foro como agente mobilizador na região para identificar práticas, disseminar informação e dar apoio técnico aos candidatos do Prêmio de Dubai. Este décimo ciclo é muito inovador e busca abrir espacio a outros setores, como o privado, o acadêmico e indivíduos”, referindo-se as novas categorias de premiação criadas que reconhecem as iniciativas elaboradas nestes setores.