ONU-Habitat apoia debate online com lideranças comunitárias de Maceió (AL)

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) apoiou o debate online “Ouvindo as comunidades em tempos de pandemia: ocupações, grotas e bairros populares em Maceió”, realizado no início de junho (8) pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), com apoio do Instituto Ideal.

O evento discutiu como ocupações, grotas e bairros populares de Maceió estão vivendo a crise da COVID-19 e como a arquitetura e o urbanismo podem contribuir para a solução dos problemas durante e depois da pandemia.

Projeto visa ao desenvolvimento sustentável das grotas de Maceió. Foto: ONU-Habitat

Projeto visa ao desenvolvimento sustentável das grotas de Maceió. Foto: ONU-Habitat

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) apoiou o debate online “Ouvindo as comunidades em tempos de pandemia: ocupações, grotas e bairros populares em Maceió”, realizado no início de junho (8) pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), com apoio do Instituto Ideal.

Mediado pela professora Débora Cavalcanti, líder do Núcleo de Estudos do Estatuto da Cidade (NEST), o evento teve como objetivo debater como ocupações, grotas e bairros populares de Maceió estão vivendo a crise da COVID-19 e como a arquitetura e o urbanismo podem contribuir para a solução dos problemas durante e depois da pandemia.

As “grotas” são áreas de fundo de vale extremamente frágeis do ponto de vista ambiental. Em Maceió (AL), 100 assentamentos estão localizados nesses territórios, que são ocupados predominante pela população de baixa renda, em condições precárias de infraestrutura e habitabilidade.

Desde 2017, o ONU-Habitat implementa, em cooperação técnica com o Governo do Estado de Alagoas, o projeto “Prosperidade Urbana Sustentável e Inclusiva no Estado de Alagoas: Uma Iniciativa Integrada”, com a finalidade de qualificar as ações estaduais, entre elas, as que são realizadas no Programa “Vida Nova nas Grotas”, por meio da produção de dados e informações sobre a oferta e qualidade da infraestrutura e dos serviços urbanos das grotas de Maceió.

Por essa razão, “esses momentos de escuta das necessidades e demandas das comunidades vulnerabilizadas de Maceió, principalmente no contexto da pandemia da COVID-19, são fundamentais para fortalecer nossa atuação e embasar as orientações técnicas que compartilhamos com o Governo de Alagoas”, afirma Rayne Ferretti Moraes, oficial nacional para o Brasil do ONU-Habitat.

O evento contou com a participação das lideranças comunitárias Eliane Silva, coordenadora nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) de Alagoas; Dalmo Santos, músico e agente de ação social do Consultório na Rua; e Murilo Lourenço, presidente da Associação dos Moradores do Complexo de Grotas Santa Helena.

“Embora a contaminação pelo novo coronavírus ainda seja baixa na minha região, a comunidade vive em condições precárias, enfrentando os mesmos problemas das outras lideranças – esgoto a céu aberto, transporte coletivo precário e ambiente insalubre, e para agravar a situação, a pandemia afetou a renda dos moradores e muitos estão desempregados”, lamenta Murilo Lourenço.

“A superposição de desastres [pandemia e inundações] ocorridos em Maceió não traz um somatório, mas sim uma multiplicação de impactos, especialmente para as populações mais vulnerabilizadas porque são as mais expostas, por isso é tão importante ouvir o que as comunidades estão enfrentando no seu dia a dia e como podemos nos articular enquanto academia, sociedade civil e poder público, para dar respostas mais efetivas a essas populações”, defende a professora Débora Cavalcanti.

Assista ao debate no canal do Youtube da FAU/UFAL.