ONU fornece ajuda a migrantes centro-americanos em caravana rumo aos EUA

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A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está fornecendo apoio e assistência a migrantes da América Central que estão atravessando o continente rumo aos Estados Unidos em diferentes caravanas, mas manifestou preocupação com “o estresse a as demandas” que essa movimentação está colocando nos países por onde passam.

Na estação migratória de Tapachula, no México, a OIM e a secretaria mexicana de Assuntos Externos estão fornecendo alimentos e kits básicos de higiene para mais de 1,5 mil migrantes que buscam abrigo no país.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está fornecendo apoio e assistência a migrantes da América Central que estão atravessando o continente rumo aos Estados Unidos em diferentes caravanas, mas manifestou preocupação com “o estresse a as demandas” que essa movimentação está colocando nos países por onde passam.

Na estação migratória de Tapachula, no México, a OIM e a secretaria mexicana de Assuntos Externos estão fornecendo alimentos e kits básicos de higiene para mais de 1,5 mil migrantes que buscam abrigo no país.

A OIM disse na sexta-feira (9) que depois de caminhar 850 quilômetros a partir de Honduras, a exaustão e os desafios à frente fizeram com que muitos optassem por retornar voluntariamente, a partir da oferta de autoridades mexicanas e de oficiais consulares hondurenhos.

“A OIM mantém sua posição de que os direitos humanos e as necessidades básicas de todos os migrantes precisam ser respeitados, independentemente de seu status migratório”, disse Christopher Gascon, chefe de migração da missão da ONU no México.

Em coordenação com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ele disse que “continuaremos a monitorar a situação da caravana com o pessoal de campo, o escritório mexicano de assistência a migrantes e refugiados e ONGs parceiras, fornecendo informações sobre alternativas para uma migração segura e regular, assim como opções para retorno voluntário”.

Com apoio do Programa Mesoamérica — fundado pelo escritório de população, refugiados e migrantes do Departamento de Estado norte-americano — a OIM é agora capaz de fornecer assistência de retorno voluntário aos migrantes.

“O fenômeno da caravana na América Central é outra expressão do processo de migração que a região tem enfrentado por algum tempo”, disse Marcelo Pisani, diretor regional da OIM para América Central, América do Norte e Caribe, afirmando que o fluxo migratório foi impulsionado por fatores econômicos, reunificações familiares, violência e a busca por proteção internacional.

“No entanto, estamos preocupados com o estresse e a demanda que as caravanas colocam na comunidade humanitária e nos sistemas de refúgio dos países anfitriões, que em última análise têm recursos limitados para enfrentar esse desafio ou para cuidar e proteger os migrantes de maneira apropriada.”

De acordo com autoridades locais, na segunda-feira (5), o governo mexicano admitiu a existência de uma segunda caravana de aproximadamente 1,8 mil centro-americanos que inicialmente haviam decidido pelo processo de regularização, mas que posteriormente optaram por continuar a caminhada rumo ao norte em busca de refúgio; uma terceira caravana de cerca de 500 salvadorenhos atravessou a fronteira nesta terça-feira (6), a maioria pedindo refúgio; e um quarto grupo de cerca de 1,7 mil pessoas passaram a noite de quinta-feira (1) na cidade guatemalteca de Tecún Umán, na fronteira com o México.

“A proteção efetiva dos direitos humanos de todos é baseada no respeito aos processos consolidados nos tratados internacionais e nas leis nacionais, que precisam ser a referência para qualquer ação implementada nesta situação”, disse Pisani.


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