ONU firma acordo com Espírito Santo para melhorar sistema estadual de saúde

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Parceria entre o estado e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) visa melhorar a gestão da saúde, adequando a rede de atendimento ao perfil epidemiológico de cada uma das regiões capixabas (Norte, Metropolitana, Sul e Central).

Colaboração também quer fortalecer o papel da atenção primária, além de propor a eliminação da sífilis congênita — quando a doença é transmitida da mãe para o filho durante a gravidez.

Consulta médica em clínica no Espírito Santo. Foto: Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo

Consulta médica em clínica no Espírito Santo. Foto: Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) firmou na quarta-feira (31) uma parceria com a Secretaria de Saúde do Espírito Santo e o Ministério da Saúde do Brasil. Cooperação visa melhorar a gestão estadual, adequando a rede de atendimento ao perfil epidemiológico de cada uma das regiões capixabas de saúde (Norte, Metropolitana, Sul e Central). Colaboração também quer fortalecer o papel da atenção primária.

Segundo a OPAS, evidências científicas têm demonstrado que um sistema de saúde baseado numa atenção primária forte traz melhores resultados, mais eficiência e maior qualidade em comparação com outros modelos. Por isso, o acordo com o governo do Espírito Santo pretende colocar esse nível de atendimento no centro da rede capixaba.

A parceria também propõe a eliminação no estado da sífilis congênita — quando a doença é transmitida da mãe para o filho durante a gravidez. Outro item da cooperação é a adoção de estratégias de vigilância em todos os níveis de atenção. A articulação com o organismo da ONU almeja ainda ampliar a integração das redes de saúde, com ênfase na regionalização.

Febre amarela

O interesse em firmar o novo acordo com a OPAS surgiu da parceria bem-sucedida entre o organismo da ONU e a pasta estadual para enfrentar a epidemia de febre amarela, ocorrida no Espírito Santo entre 2016 e 2017.

O trabalho com a agência internacional envolveu a contratação de vacinadores, o controle de mosquitos transmissores da doença, a análise detalhada de dados para orientar as ações de saúde pública, o envio de doses de vacinas contra a febre amarela e o contato direto com pacientes infectados ou com suspeita de infeção, entre outras atividades.


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