ONU: Fim da luta contra o ebola depende de compromisso de desenvolvimento a longo prazo

Organização Mundial da Saúde destaca a importância de recuperar a confiança da população e fortalecer os serviços de saúde, mas lembra que a luta contra o vírus ainda não acabou.

O dia 14 de abril de 2015 foi um dia feliz em Serra Leoa com a volta das crianças à escola depois de meses ausentes por causa da epidemia de ebola. Foto: OMS/N. Alexander

O dia 14 de abril de 2015 foi um dia feliz em Serra Leoa com a volta das crianças à escola depois de meses ausentes por causa da epidemia de ebola. Foto: OMS/N. Alexander

Os intensos esforços para controlar o surto de ebola nos três países da África Ocidental mais afetados continuarão, declarou a chefe da agência saúde das Nações Unidas nesta sexta-feira (17) em Washington. Margaret Chan acrescentou que a comunidade internacional, por sua vez, busca impulsionar os progressos realizados para controlar a epidemia através da promoção de iniciativas que garantam a recuperação das nações atingidas.

“O objetivo é ajudar as pessoas e suas comunidades a voltarem a sua vida normal de novo”, disse a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Isso significa o retorno das crianças às aulas, a volta as compras das mulheres em seus mercados locais e a restauração dos meios de subsistência.”

A reconstrução de sistema e serviços de saúde é necessária para reduzir os riscos inerentes à sistemas frágeis, enfatizou. Tal reconstrução deve cobrir o cuidado básico, essencial e primário, incluindo uma vigilância constante para emitir alertas antecipados em caso da emergência de qualquer surto perigoso. Além disso, a confiança deve ser recuperada para garantir que pais imunizem seus filhos, grávidas possam dar à luz de forma segura e a malária e outras doenças possam ser prevenidas.

O diretora-geral adjunto da OMS, Bruce Aylward, entende que a reconstrução só será possível, quando o alvo principal – o ebola – for erradicado completamente.

“O sucesso não é garantido”, ele disse. “Há uma terrível e crescente sensação de que o ebola acabou. Mas isso não chegou ao fim. O ebola começou com um só caso. Na semana passada, tivemos 37. Não está terminado ainda”, concluiu.