ONU fecha acordo com Colômbia para impulsionar alternativas ao cultivo de coca

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Colômbia assinaram na sexta-feira (3) em Viena, na Áustria, um acordo histórico, avaliado em cerca de 315 milhões de dólares, para monitorar a política do país de redução da cultura ilícita de coca e fortalecer o desenvolvimento rural como elemento dos esforços de paz.

Folha de coca. Foto: Wikimedia Commons/Crista Castellanos (CC)

Folha de coca. Foto: Wikimedia Commons/Crista Castellanos (CC)

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Colômbia assinaram na sexta-feira (3) em Viena, na Áustria, um acordo histórico, avaliado em cerca de 315 milhões de dólares, para monitorar a política do país de redução da cultura ilícita de coca e fortalecer o desenvolvimento rural como elemento dos esforços de paz.

Em discurso durante cerimônia oficial de assinatura, o diretor-executivo do UNODC, Yury Fedotov, declarou que o acordo destaca a importância de enfrentar os desafios da droga e do crime para promover a paz e a segurança, os direitos humanos e o desenvolvimento. “Agradecemos a confiança que a Colômbia continua a depositar no UNODC e pretendemos atuar para honrar essa confiança”, completou.

Adotado há 30 anos em diversos países, o desenvolvimento alternativo — processo de incentivar os agricultores a cultivar culturas lícitas como o cacau, as especiarias e o café — é pilar da estratégia internacional de controle de drogas, segundo a agência da ONU.

O UNODC atualmente apoia programas de desenvolvimento alternativo em seis países: Afeganistão, Bolívia, Colômbia, Laos, Mianmar e Peru. Na Colômbia, 65% do trabalho da agência das Nações Unidas está relacionado ao desenvolvimento alternativo.

Em sua fala, o alto-comissário para pós-conflitos, direitos humanos e segurança da Colômbia, Rafael Rueda, disse que o acordo é uma mensagem de esperança. “Estamos trabalhando com energia e otimismo na construção de oportunidades, de progresso e de justiça social”, declarou.

A cerimônia oficial de assinatura foi realizada no Centro Internacional de Viena, na presença de representantes dos Estados-membros e funcionários das organizações com sede na cidade. Fedotov assinou o acordo em nome do UNODC, enquanto Mariana Arango, diretora-geral da Agência de Renovação Territorial, o assinou em nome da Colômbia.

O UNODC tem apoiado as atividades da Colômbia para encorajar as comunidades locais a abandonar voluntariamente o cultivo de coca. O novo projeto irá aprimorar esse suporte e se baseia na experiência de décadas da agência da ONU no trabalho com comunidades agrícolas em todo o mundo.

Fedotov também reafirmou o total apoio do UNODC para a implementação do processo de paz, particularmente no tema das drogas ilícitas. “Felicito calorosamente o governo colombiano, não apenas pelos incessantes esforços para encontrar a paz, mas também pelo reconhecimento de que a busca da paz exige soluções tangíveis aos crimes que alimentam conflitos”, disse em comunicado à imprensa.

“Este é o maior projeto da história colombiana com o UNODC. O conhecimento e a neutralidade das Nações Unidas são garantias para a implementação do monitoramento e da avaliação de nossa política de redução de culturas ilícitas”, observou Rueda em comunicado.

“Alcançar uma solução para o problema das drogas ilícitas começa com a luta contra organizações criminosas, lançando programas sustentáveis ​​e inclusivos e buscando alternativas para a aplicação de uma abordagem diferenciada dentro do sistema de justiça criminal”, salientou.

O alto-comissário destacou a experiência do UNODC no desenvolvimento, na implementação, no monitoramento e na avaliação da política de redução de culturas ilícitas, bem como a ampla experiência em intervenções territoriais, por meio de programas de desenvolvimento alternativo. Ele destacou que o projeto de cooperação é um novo capítulo da história da aliança estratégica entre a agência da ONU e a Colômbia.


Mais notícias de:

Comente

comentários