ONU faz apelo para salvar patrimônio cultural da Síria, que está sendo destruído pela guerra

Ao mesmo tempo em que o povo sírio continua suportando um sofrimento humano incalculável, a rica herança cultural do país está sendo destruída devido aos combates, saques e roubos em sítios arqueológicos.

A violenta destruição do patrimônio cultural da Síria – que inclui cidades antigas, prédios  e templos – está incentivando o ódio, no país devastado pela guerra, e deve parar imediatamente, alertaram funcionários das Nações Unidas e da Liga Árabe nesta quarta-feira (13). Eles também lembraram que a proteção da história antiga da Síria é inseparável da proteção de seu povo.

“Destruir a herança do passado priva as gerações futuras de um legado poderoso, aprofunda o ódio e o desespero, e prejudica todas as tentativas de promover a reconciliação”, disseram o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a diretora-geral para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, e o representante especial conjunto da ONU e Liga dos Estados Árabes para a Síria, Lakhdar Brahimi.

Em comunicado conjunto,  eles afirmaram que ao mesmo tempo em que o povo sírio continua suportando um sofrimento humano incalculável, a rica herança cultural de seu país está sendo destruída no conflito devido aos combates, saques e roubos em sítios arqueológicos.  Eles observaram que a proteção do patrimônio cultural é inseparável da proteção de vidas humanas, e deve ser uma parte integrante da construção da paz e dos esforços humanitários, acrescentando que “agora é a hora de parar com a destruição, construir a paz e proteger nossa herança em comum”.

Quatro dos seis sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO no país estão sendo utilizados para fins militares, ou foram transformados em campos de batalha. Estes incluem os Crac des Chevaliers e Qal’at Salah El-Din, e castelos construídos durante as Cruzadas, entre os séculos XI e XIII.