ONU expressa preocupação com repressão violenta do governo a manifestações na RD Congo

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a violenta repressão do governo da República Democrática do Congo a manifestações em Kinshasa, capital do país africano, e outras cidades. Relatos sobre a resposta das autoridades indicam que, no último domingo (31), ao menos cinco pessoas foram mortas e mais de 120, detidas. Além das vítimas fatais, muitos outros congoleses teriam ficado feridos.

Forças de segurança da República Democrática do Congo durante manifestações em Kinshasa. Imagem de dezembro de 2016. Foto: MONUSCO

Forças de segurança da República Democrática do Congo durante manifestações em Kinshasa. Imagem de dezembro de 2016. Foto: MONUSCO

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a violenta repressão do governo da República Democrática do Congo a manifestações em Kinshasa, capital do país africano, e outras cidades. Relatos sobre a resposta das autoridades indicam que, no último domingo (31), ao menos cinco pessoas foram mortas e mais de 120, detidas. Além das vítimas fatais, muitos outros congoleses teriam ficado feridos.

“O secretário-geral chama o governo e as forças de segurança nacionais a se conter (no que diz respeito ao uso da força) e a garantir os direitos do povo congolês à liberdade de expressão e de reunião pacífica”, afirmou em pronunciamento o porta-voz do chefe das Nações Unidas, Stéphane Dujarric.

O dirigente máximo do organismo internacional pediu ainda que todos os atores políticos do país permaneçam plenamente comprometidos com o acordo político de 31 de dezembro de 2016. Segundo Guterres, tratado continua sendo o “único caminho viável para a realização de eleições, a transferência pacífica de poder e a consolidação da estabilidade na RDC”.

O acordo, elaborado com o apoio de mediadores Conferência Episcopal Nacional do Congo, permitiu ao presidente Joseph Kabila permanecer no poder após o término de seu mandato e definiu que eleições pacíficas, credíveis e inclusivas seriam organizadas no país até o final de dezembro de 2017.