ONU envia 8 milhões de dólares para operações de assistência na Coreia do Norte

Objetivo é alcançar mais de 2,2 milhões de pessoas vulneráveis no país, entre elas, 1,8 milhão de crianças. Cerca de 70% da população norte-coreana sofre com insegurança alimentar.

Bêbes norte-coreanos. Foto: UNICEF/Gopalan Balagopal

Bêbes norte-coreanos. Foto: UNICEF/Gopalan Balagopal

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, liberou 8 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta de Emergência (CERF) da ONU para operações de assistência subfinanciadas na Coreia do Norte, na quinta-feira (3). A contribuição pretende atender a mais de 2,2 milhões de pessoas vulneráveis e com risco de desnutrição.

A Coreia do Norte foi um dos nove países a receber o auxílio dentro dos 100 milhões de dólares do orçamento global para emergências subfinanciadas.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), a desnutrição é uma causa fundamental de morte e doença materna e de crianças. Na Coreia do Norte, a desnutrição crônica ou o atraso no crescimento entre crianças com menos de cinco anos atingiu 27,9%, enquanto 4% das crianças desta faixa etária estão seriamente desnutridas ou abaixo do peso. Cerca de 70% da população – ou 18 milhões de pessoas – possuem um quadro de insegurança alimentar.

A produção de alimentos no país está prejudicada pela falta de investimentos agrícolas e é altamente vulnerável a desastres naturais. A seca de 2015 fez com que 11% da principal colheita fosse perdida.
Além disso, o serviço de entrega da área da saúde, incluindo de saúde reprodutiva, continua inadequado, com muitas áreas do país com instalações sem equipamento ou remédios para atender às necessidades básicas da população.

O OCHA destacou que os fundos do CERF serão usados para manter intervenções essenciais que salvam vidas, com objetivo de melhorar a situação de nutrição no país por meio da redução da morbilidade e mortalidade materna e de crianças abaixo de cinco anos. Entre os alcançados pelas operações, estão 1,8 milhão de crianças abaixo de cinco anos e 350 mil grávidas e lactantes.