ONU entrega assistência para mais de 1 milhão de vítimas da guerra e do frio no Iêmen

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A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou na quarta-feira (17) a entrega de assistência emergencial para mais de 1 milhão de pessoas que tiveram de abandonar suas casas em meio à guerra no Iêmen. Nos últimos dois meses, outras 32 mil pessoas foram deslocadas devido ao aumento da violência. A crise recente também elevou as necessidades humanitárias no país, onde 75% dos 22 milhões de iemenitas precisam de ajuda.

Uma mulher deslocada pela guerra e sua filha olham a cidade de Sanaa, no Iêmen, a partir do telhado de um prédio onde estão abrigadas. Foto: OCHA/Giles Clarke

Uma mulher deslocada pela guerra e sua filha olham a cidade de Sanaa, no Iêmen, a partir do telhado de um prédio onde estão abrigadas. Foto: OCHA/Giles Clarke

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou na quarta-feira (17) a entrega de assistência emergencial para mais de 1 milhão de pessoas que tiveram de abandonar suas casas em meio à guerra no Iêmen. Esses desabrigados são considerados “deslocados internos” pelas Nações Unidas, pois deixaram suas comunidades, mas permaneceram dentro do território nacional. Preocupação do organismo é com o inverno rigoroso no país.

A ajuda distribuída aos iemenitas inclui colchões, cobertores, tapetes de dormir, conjuntos de cozinha e baldes. Em dezembro, o ACNUR conseguiu ajudar 18 mil famílias com um programa de transferência de renda que disponibilizou 200 dólares para cada uma delas. No total, 130 mil pessoas foram beneficiadas.

Durante o inverno, várias províncias do Iêmen chegam a temperaturas negativas — o que agrava as dificuldades de muitos iemenitas, sobretudo dos deslocados que vivem em assentamentos informais onde não há proteção adequada contra o frio.

Nos últimos dois meses, outras 32 mil pessoas foram deslocadas devido ao aumento da violência. A crise recente também elevou as necessidades humanitárias no país, onde 75% dos 22 milhões de iemenitas precisam de assistência.

Mais de 3 milhões de indivíduos foram obrigados a deixar seus lares desde o início da guerra, em março de 2015. Apenas um terço delas foi capaz de retornar. Entre os 2 milhões de iemenitas que continuam fora de suas comunidades, quase 90% estariam nessa situação há mais de um ano. De acordo com o ACNUR, o cenário coloca pressão sobre os recursos das vítimas e das comunidades de acolhimento, num momento em que o Iêmen está na iminência da fome.


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