ONU: Enchente nas Ilhas Salomão é considerada uma das piores já vistas na região

Enchente deixou 23 pessoas mortas e afetou cerca de 50 mil habitantes. ONU pede apoio da comunidade internacional para atender necessidades da população afetada, que está em algumas das comunidades mais pobres do país.

A Ponte Velha do Rio Matanika, nas Ilhas Salomão, foi destruída após enchentes na capital, Honiara. Foto: OCHA/Peter Iroga

A Ponte Velha do Rio Matanika, nas Ilhas Salomão, foi destruída após enchentes na capital, Honiara. Foto: OCHA/Peter Iroga

O governo das Ilhas Salomão, no Oceano Pacífico, e seus parceiros declararam esta semana que a enchente que afetou o país é considerada uma das piores já vistas na região, deixando 23 pessoas mortas e afetando cerca de 50 mil habitantes.

As Nações Unidas e seus parceiros do Pacífico iniciaram o processo de envio de ajuda para a capital, Honiara, em apoio ao plano de resposta do governo local.

De acordo com um relatório do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), uma depressão tropical gerou chuvas fortes, causando inundações em Honiara após o rio Mataniko ter transbordado, destruindo casas e pontes que encontrava em seu caminho.

“Expressamos nossas mais profundas condolências ao governo e ao povo das Ilhas Salomão pelas perda de vidas e destruição de casas e infraestrutura”, disse o coordenador residente da ONU nas Ilhas Salomão, Osnat Lubrani, reiterando o compromisso da Equipe Humanitária do Pacífico “para trabalhar com o governo em todas as áreas de resposta, incluindo a coordenação, abrigo, saúde, água e saneamento”.

Especialista do programa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) de Água, Saneamento e Higiene (na sigla em inglês, WASH), Donald Burgess, disse que “nesta fase, as nossas prioridades são garantir que as cerca de 12 mil pessoas espalhadas entre os 14 centros de evacuação estejam seguras e tenham acesso adequado a água, comida e outros itens não-alimentares, como cobertores e colchões”.

Chefe do escritório do OCHA no Pacífico, Sune Gudnitz está em Honiara pedindo o apoio da comunidade internacional para as Ilhas Salomão. Ele explicou que os fundos são urgentemente necessários “para atender a população afetada, que são de algumas das comunidades urbanas mais pobres e remotas do país”.