ONU elogia prisão de sérvio acusado de crimes de guerra na ex-Iugoslávia

Autoridades das Nações Unidas elogiaram nesta quinta-feira (26/05) a prisão do sérvio Ratko Mladic, que vinha sendo procurado há quase 16 anos e é acusado de cometer atrocidades durante a guerra dos Balcãs, nos anos 90.

Autoridades das Nações Unidas elogiaram nesta quinta-feira (26/05) a prisão do sérvio Ratko Mladic, que vinha sendo procurado há quase 16 anos e é acusado de cometer atrocidades durante a guerra dos Balcãs, nos anos 90. Detido na Sérvia, Mladic aguarda transferência para Haia (Holanda), onde será julgado perante o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (ICTY).

Entre as acusações enfrentadas pelo sérvio estão genocídio, extermínio, assassinato, perseguições e tomada de reféns. Mladic também é acusado de envolvimento no massacre de mais de oito mil muçulmanos na Bósnia-Herzegovina, em 1995.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que “este é um dia histórico para a justiça internacional” e parabenizou os esforços do Presidente da Sérvia, Boris Tadic, e de seu Governo para prender Mladic.

Para o Promotor do Tribunal, Serge Brammertz, os “eventos de hoje mostram que as pessoas responsáveis por graves violações dos direitos humanos internacionais não poderão contar com a impunidade”. Ele também lembrou das vítimas dos conflitos da ex-Iugoslávia e disse acreditar que a prisão de Mladic terá um impacto positivo na reconciliação da região.

Por meio de um comunicado à imprensa, o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia – encarregado de julgar os autores dos crimes de guerra ocorridos na região – disse que a prisão de Mladic é um marco em sua história e que aproxima a instituição do sucesso de seu mandato. No momento, apenas um indiciado, Goran Hadžic, permanece foragido.