ONU elogia Guiné após sucesso nas eleições presidenciais

Secretário-Geral Ban Ki-moon elogiou país pela realização com êxito das eleições presidenciais, considerada a primeira eleição democrática desde a independência do país do Oeste Africano, há mais de 50 anos.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou nesta segunda-feira (28) a Guiné pela realização com êxito das eleições presidenciais, considerada a primeira eleição democrática desde a independência do país do Oeste Africano, há mais de 50 anos. Vinte e quatro candidatos participaram das eleições de domingo (27). O segundo turno acontecerá mês que vem, caso nenhum candidato alcance mais de 50% do total de votos válidos.

“Como Guiné aguarda os resultados da votação, o Secretário-Geral convida todos os interessados a continuar respeitando seus compromissos para um processo de paz baseado no respeito do Estado de Direito e aceitar o resultado”, declarou um porta-voz de Ban. O Secretário-Geral elogiou o Governo da Guiné, a Comissão Eleitoral Independente, partidos políticos e grupos da sociedade civil, bem como o povo como um todo, pela atmosfera pacífica predominante durante a votação.

Guiné tem sido dominada por regimes autocráticos e militares desde a independência, em 1958, e o país continua mergulhado na pobreza e num ciclo de subdesenvolvimento.

Em setembro do ano passado, os membros das forças militares dispararam contra mais de 150 manifestantes desarmados que estavam participando de um protesto pacífico a favor da democracia nas ruas da capital, Conacri. Inúmeras pessoas foram abusadas sexualmente ou fisicamente atacadas. Os incidentes receberam uma condenação internacional, inclusive de altos funcionários das Nações Unidas. Em janeiro, foi criado um governo de unidade nacional como parte de uma transição para uma ordem mais democrática.

O representante especial do Secretário-Geral para a África Ocidental, Said Djinnit, foi à Guiné, como parte dos esforços conjuntos da ONU com a União Africana, a Comunidade Econômica dos Estados do Oeste Africano (ECOWAS) e outros membros do Grupo Internacional de Contato sobre a Guiné, para apoiar o processo eleitoral.