ONU elogia compromisso do Quênia com refugiados em acampamento de Dadaab

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) elogiou na quarta-feira (16) o compromisso do Quênia em continuar buscando soluções para pessoas abrigadas no acampamento de Dadaab, onde refugiados da Somália vivem há anos. Autoridades quenianas afirmaram que vão adiar por mais seis meses o fechamento do maior campo de migrantes do mundo.

Desde 2014, cerca de 35 mil pessoas receberam apoio para retornar voluntariamente à Somália. Pesquisa divulgada este ano apontou que 283.558 refugiados vivem em Dadaab.

Em junho, seis ônibus carregando mais de 380 pessoas partiu do campo de Dadaab, no Quênia, rumo à Somália. O ACNUR auxilia no retorno voluntário de refugiados com dinheiro e suprimentos. Foto: ACNUR/Assadullah Nasrullah

Em junho, seis ônibus carregando mais de 380 pessoas partiu do campo de Dadaab, no Quênia, rumo à Somália. O ACNUR auxilia no retorno voluntário de refugiados com dinheiro e suprimentos. Foto: ACNUR/Assadullah Nasrullah

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) elogiou na quarta-feira (16) o compromisso do Quênia em continuar buscando soluções para pessoas abrigadas no acampamento de Dadaab, onde refugiados da Somália vivem há anos. Autoridades quenianas afirmaram que vão adiar por mais seis meses o fechamento do maior campo de migrantes do mundo.

Em comunicado à imprensa, a agência da ONU elogiou o comprometimento do país com o retorno voluntário e seguro dos refugiados a seus países de origem, em conformidade com o direito internacional.

Segundo a agência, a expectativa é de que a maioria dos refugiados que ainda permanece no campo retorne à Somália no ano que vem e, possivelmente, no início de 2018.

A agência pediu que governo queniano seja flexível em termos de um prazo de retorno, a fim de satisfazer os diferentes elementos do plano de ação para a situação, que foi concebido no início de 2016.

“Para que as soluções sejam genuinamente voluntárias, as pessoas devem ser devidamente informadas e capazes de tomar suas decisões individuais, livres de pressão e com plena consciência dos fatos”, destacou.

O ACNUR também apelou a todos os envolvidos para que focassem seus esforços na implementação do plano de ação em todas as dimensões, e não só no Quênia, como também em toda a região e no interior da Somália.

“É essencial que a comunidade internacional faça investimentos adequados na Somália, a fim de apoiar o seu progresso, estabilidade e segurança. As ações devem incluir forte assistência à integração dos retornos, bem como esforços para reduzir e eliminar os deslocamentos internos”, ressaltou a agência.

Desde 2014, cerca de 35 mil pessoas receberam apoio nos seus regressos voluntários à Somália. Uma pesquisa divulgada este ano apontou que 283.558 refugiados vivem em Dadaab, 58 mil menos do que no passado.

Recentemente, a ONU nomeou Mohamed Abdi Affey como embaixador especial para a situação dos refugiados na Somália.