ONU: eleição pacífica na Guiné-Bissau é novo capítulo para democracia no país

O vice-representante especial das Nações Unidas para Guiné-Bissau, no oeste da África, cumprimentou políticos, eleitores e autoridades do país pela realização pacífica da eleição para a Assembleia Nacional no domingo (10).

As Nações Unidas esperam que a eleição ajude a encerrar a crise política que tem abalado o país desde 2015. A expectativa foi expressa em recente relatório do secretário-geral da ONU, publicado em fevereiro, e em resolução aprovada na semana passada pelo Conselho de Segurança.

O vice-representante especial das Nações Unidas para Guiné-Bissau, no oeste da África, cumprimentou políticos, eleitores e autoridades do país pela realização pacífica da eleição para a Assembleia Nacional no domingo (10).

Falando à ONU News da capital do país, Bissau, David McLachlan-Karr descreveu o acontecimento como “um resultado muito positivo para o povo”.

Pessoas saíram para votar em grandes números e votaram pacificamente. Não houve relatos de grandes incidentes envolvendo segurança no país, acrescentou.

As Nações Unidas esperam que a eleição ajude a encerrar a crise política que tem abalado o país desde 2015. A expectativa foi expressa em recente relatório do secretário-geral da ONU, publicado em fevereiro, e em resolução aprovada na semana passada pelo Conselho de Segurança.

Em 2015, o então presidente José Mário Vaz dissolveu o governo do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, cujo partido havia conquistado maioria nas eleições de 2014. Desde então, o país teve sete chefes de governo.

No domingo, o vice-representante especial descreveu o dia como “um novo capítulo na história democrática do país. Isto irá abrir caminho para a formação de um novo governo, e para a criação, assim esperamos, das condições certas para reforma e para democratização, construção e estabilização da paz no futuro”.

O resultado oficial das eleições devem ser anunciados na quarta-feira (13). O partido que conquistar maioria dos assentos será convidado para formar um governo, de acordo com convenção política.

No mês passado, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução que resultará no encerramento do Gabinete Integrado para a Consolidação de Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), até o final de 2020. McLachlan-Karr afirmou que, para os próximos dois anos, espera que “a Missão das Nações Unidas continue liderando bons ofícios para garantir que haja uma agenda de estabilização e construção de paz”.


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