ONU e velejador olímpico Lars Grael debatem esporte e inclusão em seminário no Rio

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) e o Projeto Grael encerraram nesta sexta-feira (27) o seminário Barcos, evento de dez dias que debateu no Rio de Janeiro o uso do esporte para a inclusão social e educação. Encontro celebrou os 20 anos da iniciativa que leva o nome do velejador brasileiro e atleta olímpico Lars Grael, um dos participantes dos dias de atividade. A conferência teve palestras e aulas teórico-práticas de vela, canoagem e remo.

Aula do Projeto Grael. Foto: Pojeto Grael

Aula do Projeto Grael. Foto: Pojeto Grael

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) e o Projeto Grael encerraram nesta sexta-feira (27) o seminário Barcos, evento de dez dias que debateu no Rio de Janeiro o uso do esporte para a inclusão social e educação. Encontro celebrou os 20 anos da iniciativa que leva o nome do velejador brasileiro e atleta olímpico Lars Grael, um dos participantes dos dias de atividade. A conferência teve palestras e aulas teórico-práticas de vela, canoagem e remo.

O evento reuniu especialistas em pedagogia e psicologia do esporte e os também velejadores Torben e Axel Grael. Há duas décadas, o projeto da família já beneficiou 14 mil jovens, que receberam ensino técnico-profissionalizante para atuar no mercado náutico.

A instituição oferece aulas de elétrica de embarcação, carpintaria e marcenaria naval, reparos de velas e em fibra de vidro, confecção de capas e toldos, manutenção de motores e preparação de marinheiros de convés. Os alunos saem prontos para trabalhar em clubes, na frota pesqueira, estaleiros e marinas.

O seminário Barcos foi financiado pelo Programa Global de Implementação da Declaração de Doha, do UNODC. A estratégia da agência da ONU promove formações inclusivas para jovens em situação de risco. Difundindo habilidades sociais, o projeto visa capacitar a juventude para lidar com contextos de violência, crime e uso de drogas.

Lars Grael participou de quatro Olimpíadas, levando duas medalhas de bronze em Seul e Atlanta. Foi campeão brasileiro dez vezes, pentacampeão sul-americano e campeão mundial em 2015. Em 1998, em Vitória (ES), o atleta foi atropelado por uma lancha, que invadiu a área de uma regata, e teve a perna direita amputada.


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