ONU e parceiros pedem cessar-fogo imediato no Sudão do Sul

As Nações Unidas, a União Africana e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD, na sigla em inglês) reiteraram no domingo (29) seu pedido de cessar-fogo imediato no Sudão do Sul. O apelo foi feito paralelamente à 28ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, que ocorre em Juba.

Em comunicado conjunto, as organizações expressaram profunda preocupação com o alastramento da violência e dos confrontos no país, com “o risco de a violência entre comunidades aumentar para atrocidades em massa”. Também citaram a deterioração da situação humanitária na região.

Famílias deslocadas por combates em curso no Sudão do Sul procuram abrigo no acampamento de proteção a civis da ONU em Wau. Foto: UNICEF/Ohanesian

Famílias deslocadas por combates em curso no Sudão do Sul procuram abrigo no acampamento de proteção a civis da ONU em Wau. Foto: UNICEF/Ohanesian

As Nações Unidas, a União Africana e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD, na sigla em inglês) reiteraram no domingo (29) seu pedido de cessar-fogo imediato no Sudão do Sul. O apelo foi feito paralelamente à 28ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, que ocorre em Juba.

Em comunicado conjunto, as organizações expressaram profunda preocupação com o alastramento da violência e dos confrontos no país, com “o risco de a violência entre comunidades aumentar para atrocidades em massa”. Também citaram a deterioração da situação humanitária na região.

Segundo líderes presentes no encontro, o conflito só poderá ser resolvido através de meios políticos e dentro do contexto do Acordo de 2015 sobre a Resolução do Conflito do Sudão do Sul.

As organizações reafirmaram seu compromisso com a busca por paz, segurança e estabilidade do mais novo país do mundo, e pediram a garantia de um processo político inclusivo.

A reunião, presidida pelo primeiro-ministro da Etiópia e presidente da IGAD, Hailemariam Desalegn, teve a presença do presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma; e do secretário-geral da ONU, António Guterres, além de outras autoridades.

O conflito no Sudão do Sul ocorre entre facções que apoiam o presidente do país, Salva Kiir, e aquelas leais ao ex-vice-presidente Riek Machar. A crise já produziu uma das piores situações de deslocamento do mundo, com imenso sofrimento para os civis.

Em setembro, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio de uma força de 4 mil homens para Juba com o objetivo de ajudar a promover a estabilidade na região.

ONU reitera apoio ao país

Durante encontro com o presidente do Sudão do Sul em Juba, na semana passada (26), o chefe da Missão da ONU no país (UNMISS), David Shearer, reiterou o compromisso das Nações Unidas em apoiar os esforços de paz no país.

De acordo com o porta-voz da ONU, Shearer disse ao presidente Salva Kiir que a Organização e a UNMISS estão no Sudão do Sul para apoiar o governo e o povo sul-sudanês, e afirmou que o seu trabalho só estará completo quando as condições no mais jovem país do mundo forem favoráveis.