ONU e parceiros iniciam ação para frear morte de 660 mil pessoas por malária todos os anos

O alvo de enfrentamento são os fatores sociais e ambientais que aumentam a vulnerabilidade à doença, em áreas como habitação, educação e planejamento urbano.

Foto: Iniciativa global Fazer Recuar a Malária/Benjamin Schilling l PSI

As Nações Unidas e uma coalizão de parceiros lançaram nesta terça-feira (24) o Quadro de Ação Multissetorial para Malária. A iniciativa amplia a coordenação no campo do desenvolvimento e identifica medidas de enfrentamento aos determinantes sociais e ambientais da malária, que , apesar dos enormes avanços, ainda mata cerca de 660 mil pessoas a cada ano.

Com a participação de líderes mundiais reunidos em Nova York, nos Estados Unidos, para a 68ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o projeto foi lançado pela iniciativa global da ONU Fazer Recuar a Malária (RBM) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

De acordo com o PNUD, fortes parcerias globais de saúde e o maior financiamento nos últimos anos conseguiram um progresso sem precedentes, com um decréscimo de 25% nas mortes globais de malária. Quarenta e três países conseguiram diminuir os casos da doença em mais de 50%.

Os fatores que aumentam a vulnerabilidade à infecção por malária, no entanto, muitas vezes se encontram fora do campo da saúde e envolvem outros temas como habitação, educação, planejamento urbano, agricultura, transporte e outras áreas.

Por esse motivo, a parceria RBM e PNUD realizou consultas com mais de 70 especialistas de vários setores para desenvolver um roteiro operacional que identifique as etapas importantes, os resultados esperados e as capacidades necessárias para integrar o controle da malária em processos de desenvolvimento mais amplos.