ONU e Palestina pedem US$ 547 mi para dar assistência a 1,6 milhão de pessoas em regiões ocupadas

As Nações Unidas e o Estado da Palestina lançaram na segunda-feira (19) um apelo humanitário de 547 milhões de dólares para 2017. A verba será investida em 243 projetos de assistência que beneficiarão 1,6 milhão de pessoas vivendo no Território Ocupado Palestino. Quase 70% do orçamento solicitado é para iniciativas em Gaza.

Família de palestinos vive em residência danificada por hostilidades em Gaza. Foto: UNICEF / El Baba

Família de palestinos vive em residência danificada por hostilidades em Gaza. Foto: UNICEF / El Baba

As Nações Unidas e o Estado da Palestina lançaram na segunda-feira (19) um apelo humanitário de 547 milhões de dólares para 2017. A verba será investida em 243 projetos de assistência que beneficiarão 1,6 milhão de pessoas vivendo no Território Ocupado Palestino. Quase 70% do orçamento solicitado é para iniciativas em Gaza, onde o bloqueio de Israel, hostilidades recorrentes e divisões sociais internas agravam as necessidades da população.

“O apoio internacional é crítico para continuar fornecendo ajuda emergencial aos palestinos vulneráveis”, alertou o coordenador para Ajuda Humanitária e Atividades de Desenvolvimento da ONU, Robert Piper, em comunicado conjunto com o Ministério palestino de Desenvolvimento Social.

O representante do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) enfatizou também que a resposta humanitária deve ser combinada a medidas políticas ousadas, capazes de pôr um fim à mais duradoura crise de proteção do mundo.

Cerca de 1,6 milhões de pessoas enfrentam fome moderada ou severa. Em Gaza, mais de 50 mil indivíduos permanecem deslocadas, fora de suas casas, por conta da devastação provocada pelos confrontos de 2014. Na Cisjordânia, outros 8 mil palestinos enfrentam alto risco de serem forçadamente transferidos para outros locais devido ao que a ONU considera um ambiente coercitivo.

Em diferentes partes do Território Ocupado, milhares de moradores ainda têm acesso restrito a serviços essenciais. A verba solicitada pela ONU será disponibilizada para 95 organizações, incluindo 47 entidades nacionais não governamentais e 35 internacionais, e também para 13 agências das Nações Unidas.