ONU é obrigada a suspender entrega de alimentos na Síria por falta de financiamento

Mais de 1,7 milhão de refugiados sírios, que vivem na Jordânia, Líbano, Turquia, Iraque e Egito, serão afetados com a suspensão do sistema de entrega de vale-alimentação do Programa Mundial de Alimentos da ONU.

Família de refugiados sírios comprando alimentos em uma das lojas parceiras do PMA no sistema de vale-alimentação no Líbano. Foto: PMA/Sandy Maroun

Família de refugiados sírios comprando alimentos em uma das lojas parceiras do PMA no sistema de vale-alimentação no Líbano. Foto: PMA/Sandy Maroun

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) informou nesta segunda-feira (1) que o sistema de entrega de vale-alimentação para 1,7 milhão de refugiados sírios será suspenso por falta de financiamento.

“Esta suspensão colocará em risco a saúde e segurança destes refugiados e potencialmente causará novas tensões, instabilidade e insegurança nos países vizinhos de acolhimento”, alertou a diretora executiva do PMA, Ertharin Cousin.

Na Jordânia, Líbano, Turquia, Iraque e Egito, os refugiados sírios têm usado o vale-alimentação do PMA para comprar comida em lojas e supermercados, o que também ajuda a movimentar a economia local. No entanto, a ausência de financiamento tem prejudicado as operações do Programa da ONU de levar assistência a estes lugares.

A atual situação dos refugiados sírios em acampamentos e assentamentos informais em toda a região mostra o quanto a suspensão da ajuda alimentar vai piorar uma situação já crítica, principalmente com a chegada do inverno. No Líbano e na Jordânia, muitas crianças não têm sapatos ou roupas adequadas para usar e muitas barracas estão cheias de lama devido às chuvas e em condições de higiene cada vez mais precárias.

o PMA precisa urgentemente de 64 milhões de dólares para ajudar os refugiados sírios durante o mês de dezembro.