ONU e Ministério da Saúde orientam farmacêuticas brasileiras a atuar no mercado internacional

Autoridades do complexo industrial da saúde, associações e membros de instituições parceiras participaram na quinta-feira (1) de encontro na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília, para conhecer novas oportunidades de inserção de seus produtos no mercado internacional. O evento foi organizado pela OPAS/OMS, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Ministério da Saúde do Brasil.

Evento em Brasília discutiu novas oportunidades de inserção de seus produtos brasileiros no mercado internacional. Foto: EBC

Evento em Brasília discutiu novas oportunidades de inserção de seus produtos brasileiros no mercado internacional. Foto: EBC

Autoridades do complexo industrial da saúde, associações e membros de instituições parceiras participaram na quinta-feira (1) de encontro na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília, para conhecer novas oportunidades de inserção de seus produtos no mercado internacional. O evento foi organizado pela OPAS/OMS, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Ministério da Saúde do Brasil.

O evento apresentou aos produtores brasileiros a possibilidade de incluírem seus produtos nos catálogos de insumos de saúde adquiridos por meio de agências da Organização das Nações Unidas para os países que solicitam apoio.

O representante da OPAS/OMS no Brasil, Joaquín Molina, afirmou que os desafios enfrentados atualmente pelo país e região das Américas proporcionam a oportunidade de avançar de forma solidária e estratégica na oferta de saúde para as comunidades, além de fortalecer instituições e mercados.

“As recidivas de surtos de doenças transmissíveis, a atual epidemia de doenças crônicas não-transmissíveis e a necessidade de buscar novas terapêuticas para combater doenças degenerativas e microrganismos muito resistentes nos deixam a certeza de que são necessários esforços conjuntos de instituições governamentais, privadas, de pesquisa, setor produtivo e organismos internacionais para promover o acesso a medicamentos eficazes, seguros e de qualidade, com um custo justo para os indivíduos e para a sociedade.”

De acordo com o representante do UNFPA, Jaime Nadal, os países da América do Sul e do Caribe são os principais demandantes de insumos para saúde sexual e reprodutiva, entretanto, os fornecedores se concentram principalmente no Sudeste Asiático, o que torna os custos logísticos e o tempo de transporte elevados.

“Motivados por esse quadro, apostamos em uma estratégia que permita ampliar o atendimento de demandas dos países por produtos novos, de qualidade e a preços competitivos. Queremos que os fornecedores brasileiros consigam qualificar seus produtos e incluí-los em nosso catálogo”, explicou. Nadal propôs a realização de um workshop no segundo semestre deste ano para apresentar às empresas interessadas o que é necessário para obter a pré-qualificação de seus produtos pela OMS e UNFPA.

“Temos um potencial muito grande de demonstrar que o que fazemos em território nacional também pode beneficiar outras populações latino-americanas e mais territórios”, disse Rodrigo Silvestre, diretor do Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde. Segundo ele, a partir desse encontro serão desenvolvidas atividades práticas e técnicas para capacitar as empresas brasileiras a concorrerem no mercado internacional.